Publicado 02 de Janeiro de 2018 - 17h05

Por Adriana Leite e Silva

Adriana Leite

Da Agência Anhanguera

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O ano de 2017 deve fechar com saldo positivo de emprego na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mas a quantidade de empregos gerados ainda está longe de recolocar no mercado de trabalho as milhares de pessoas que ainda estão desempregadas. Dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que até novembro foram gerados 9.082 empregos com carteira assinada na região. O crescimento foi de 149,40% se comparado com as 18.385 demissões do acumulado em 2016. No Centro Público de Apoio ao Trabalhador (Cpat), a quantidade de pessoas colocadas no mercado aumentou 111,63%, subindo de 1.350 de janeiro a novembro de 2016 para 2.857 trabalhadores neste ano.

O número de vagas ofertadas também teve alta neste ano em relação a 2016. O aumento foi de 4,40%. A quantidade passou de 5.363 oportunidades para 5.599. Os números são mais otimistas do que em anos anteriores e podem apontar para uma tendência em 2018. Especialistas afirmam que o nível de emprego deve crescer de forma paulatina nos próximos anos e que o mercado quer um profissional multifacetado que saiba desempenhar várias funções.

A diretora do Cpat, Silvia Helena Duenha Garcia, afirma que as recolocações no mercado de trabalho tiveram uma alta expressiva neste ano, mas as vagas ofertadas ainda não tiveram uma reação muito forte. “O aproveitamento das vagas ofertadas foi mais alto neste ano. O patamar passou de 25,17% em 2016 para 51,03% em 2017. Vários fatores explicam o crescimento das colocações. Implementamos uma ferramenta de monitoramento de pessoas e empresas. Também temos um aplicativo que os trabalhadores buscam a vaga conforme o seu perfil e formação. A pessoa não precisa mais ficar se deslocando da sua casa para um posto de atendimento”, diz.

Ela comenta que os profissionais do Cpat também reforçaram o trabalho de visita às empresas para a captação de mais vagas e para traçar um perfil das necessidades do empresariado na hora de buscar funcionários no mercado. Também reforçamos aos empregadores que o Cpat é um serviço público e gratuito que faz a intermediação no contato entre trabalhadores e empresas”, ressalta.

Silvia observa que, a partir do mês de junho, foi registrado um crescimento na oferta de vagas em Campinas. Ela acredita que a tendência deve se manter no ano de 2018. “O cenário aponta para a abertura de mais postos de trabalho no próximo ano. Na cidade, nós lançamos programas como o Aprendiz Campinas que capacita jovens aprendizes para o mercado de trabalho e ajuda a abrir portas”, afirma.

Perspectivas

A professora de Gestão de Pessoas da Inova Business School, Miriam Moreira, afirma que a taxa de desemprego está em queda. “A tendência é que em 2018 a taxa cai abaixo de dois dígitos. O quadro é bem melhor do que no auge da crise, quando o desemprego chegou a 13,7% da PEA (População Economicamente Ativa) do País. Neste ano, deve ficar em 11%. Para o próximo ano, deve caiu para 8,5% a 9% segundo especialistas”, analisa.

Ela vê como positivas as perspectivas para o mercado de trabalho. Entretanto, Miriam alerta que um crescimento mais forte das vagas esbarra em questões estruturais como a falta de mão de obra qualificada em setores relevantes para o desenvolvimento econômico, caso da tecnologia da informação e informática. “Temos ainda gargalos como a falta de profissionais para preencher postos em setores que estão crescendo como de tecnologia. Os profissionais que estão no mercado devem lembrar que é necessário buscar o aprimoramento sempre. O aprendizado deve ser contínuo”, aconselha.

RETRANCA 1

Se de um lado há milhares de desempregados na região, no outro extremo da balança existem empresas com muitas vagas abertas e que nem sempre conseguem preenchê-las todas. A situação é muito comum nas empresas de alta tecnologia e inovação. A gerente de Recursos Humanos da CI

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