Publicado 01 de Janeiro de 2018 - 15h55

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Karla cansou de ser campeã, principalmente na recente passagem por Americana. Lá, ela já era uma das principais referências da equipe, mas em Campinas esse papel será ainda mais importante. Jogadora mais experiente de um grupo com média de idade baixa, a ala sabe que, além do que apresenta dentro das quadras, será também peça fundamental fora delas para orientar e ser a irmã mais velha das companheiras.

Com a mudança de cidade, o elenco sofreu uma reformulação, boa parte das atletas tem entre 19 e 22 anos e sequer atuaram na Liga Nacional. Por isso, passar tranquilidade será essencial. “Chegou a hora delas. Elas sempre almejavam ser titular de uma equipe de ponta e não tinham oportunidade. Agora é a vez delas e as mais experientes precisam de paciência para ajudar. Porque a cobrança que eu tenho com 39 elas terão com 18, e precisam estar preparadas”, explica Karla.

Segundo a ala, a competição em 2018 tem tudo para ser a mais disputada dos últimos anos. “São nove elencos bem parecidos. Vamos precisar treinar muito e dar o melhor de cada uma, sem vaidade. Todo mundo tem a mesma responsabilidade. O que cobro aqui é que façamos a mesma história que fizemos em Americana, e isso não se faz só em um ano”, destaca. “O que falta pra gente é conjunto. Será muito difícil, mas pelo que vejo no olhar dessas meninas, não tenho dúvidas que vamos dar muito trabalho”.

Sonhando com um projeto duradouro, Karla sabe o quanto o apoio do torcedor será útil. Com a experiência de quem já presenciou ginásios lotados em Campinas, ela espera que a cidade abrace mais uma vez o basquete feminino. “Nossa filosofia está até estampada nas paredes. O projeto é novo, mas a história é antiga. Queremos que aquela torcida apaixonada da Ponte retorne. E não só os ponte-pretanos, queremos o apoio da cidade de Campinas”. (CR/AAN)

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva