Publicado 26 de Janeiro de 2018 - 10h12

Por Mary Jane A. Paiva

Nós, seres humanos, somos as únicas criaturas na Terra capazes de mudar nossa biologia por meio do que pensamos e sentimos. Quem diz isso é Deepack Chopra. Logo, é bom prestar atenção. Até porque é comprovado também cientificamente que uma depressão pode arrasar o seu sistema imunológico ao mesmo tempo que apaixonar-se pode fortificá-lo bastante. Não há dúvidas, em nenhum campo de pesquisa ou crença: a alegria de viver e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a nossa vida. Assim, caso queira saber como você e seu corpo estão hoje, lembre-se do que sentiu e pensou ontem. Caso queira saber como estará sua  saúde amanhã , preste atenção aos seus sentimentos e pensamentos de hoje.

Se você não conseguir realizar essa autoanálise, fique atento/a, pois quando a conexão com a vida e os sentidos são perdidos, paralisa-se nos detalhes e a noç?o do todo é perdida. É como o inicio de uma espécie de miopia para o autoconhecimento, que desvia dos sentidos, do sentir, da direção do verdadeiro fluxo da energia que nos traz saúde. Este quadro de dissociação entre o pensamento, sentimento e ação vai criando impossibilidades de estabelecer relações consigo e com os outros . Amar, por exemplo, passa a ser uma missão quase impossível. E por que? Porque o amor se dá através do encontro, contato e intimidade, consigo e com os outros.

Somos  todos movidos a amor. Você pode não gostar da afirmação, mas é verdade. Estamos na vida buscando amor e não só reconhecimento, mas afeto e relação. Amor é a troca entre duas pessoas inteiras e não entre duas metades. Uma boa relação afetiva, aquela que fortalece o sistema imunológico, é muito parecida com o estar bem consigo e sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos estão juntos e evoluem.

A ideia de que o ser amado deve ou pode ser a sua tábua de salvação ou remédio para sua felicidade é algo que nasceu no Romantismo, mas que nada mais é do que dependência afetiva ou amor infantil e imaturo, que prejudica nossas defesas físicas , emocionais e espirituais. Por isso, a reconexão com nossa natureza pode ser considerada a medicina mais eficaz atualmente, nesse contemporâneo em que muitos seres humanos tornaram-se desvinculados, desconectados. Consequentemente sem força real, ou melhor, sem real ação ou realização. O desaproximar da essência resulta em viver no esforço, na reação, muito distante de nossa felicidade e da nossa verdadeira vitalidade. Mas é fácil reconectar? Não é. Porque o nosso cotidiano acelerado sequestra os nossos sentidos, a atenção à necessidades básicas. Cria-se então um vazio, que não raro, é preenchido por desejos de consumo, doenças da compulsão (compras, sexo, tabagismo, alcoolismo, alimentação, drogas etc...) em um ciclo de substituição terrível, que afasta o ser humano do seu corpo, do sentir e da sua alegria de viver. Trata-se de uma falsa segurança ou recompensa, que desencadeia uma imensa ausência de qualidade de vida e de saúde.

Nesse cenário, nessas condições, é comum que discursos vazios (de filósofos, religiosos e novos gurus) ganhem eco e seguidores. Algo muito eficaz para alimentar o ego de uma turma afim de controlar o seu comportamento. Fé e informação, evidentemente, são tão fundamentais quanto o amor para a vida. e o melhor: estão bem aí, dentro de você. Basta reintegrar mente, corpo, e sim, alma. Experimente se olhar mais. Entender suas ações para transformá-las em real ações e ganhar alegria de viver , ou se preferir, saúde. Porque se você não abrir seu coração para a sua vida, um médico terá que fazer em breve. Pense nisso. E exercite sua reconexão diariamente para mais saúde que é mais felicidade.

Escrito por:

Mary Jane A. Paiva