Publicado 27 de Janeiro de 2018 - 5h30

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios recomendou que o site de compras Netshoes, especializado em artigos esportivos, avise, por telefone ou correspondência, um total de 1.999.704 clientes sobre um vazamento de dados ocorrido a partir de uma falha de segurança na empresa. O promotor Frederico Meinberg diz se tratar de “um dos maiores incidentes de segurança já registrados no Brasil”. Segundo o MPDFT, a brecha, revelada no início deste mês, fez com que informações pessoais como nome, CPF, e-mail, data de nascimento e histórico de compras caíssem nas mãos de hackers. De acordo com Meinberg, “a atuação é necessária diante da gravidade dos fatos, do risco de prejuízos graves aos consumidores e da quantidade de dados pessoais afetados” (que incluem contas de e-mails de servidores públicos, da Presidência da República, do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal, entre outros). “Além disso, ao vazar informações de pedidos feitos pelo site, os hackers expuseram dados pessoais sensíveis, como informações de compras de produtos de saúde, por exemplo”. O Ministério Público deu à Netshoes o prazo de três dias úteis para avisar a quase 2 milhões de consumidores sobre o vazamento de seus dados -e a comunicação só será considerada válida com confirmação de recebimento dos usuários. Caso contrário, a empresa poderá ser acionada por danos morais e materiais. Procurada, a Netshoes não comentou o assunto. (Estadão Conteúdo)

Quadro se repete no País, segundo mostra o Caged

Em nível nacional, o Brasil fechou 20.832 vagas de trabalho formal em 2017, segundo os dados do Caged, resultado considerado muito bom pelo Ministério do Trabalho - basta lembrar que, em 2016, esse número foi de 1.326.558 vagas. Para o Ministério do Trabalho, o resultado de 2017 significa estabilidade do emprego no País.

De acordo com os dados, as contratações no ano passado totalizaram 14.635.899, e as demissões, 14.656.731. Apenas em dezembro, foram 328.539 postos de trabalho formal fechados.

Os números do Caged 2017 já incluem os contratos firmados sob as novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada parcial e a jornada intermitente. Foram, ao todo, 2.851 admissões para trabalho intermitente em dezembro e 227 desligamentos. Em relação ao trabalho parcial, foram 2.328 admissões e 3.332 desligamentos.

Segundo o levantamento, o comércio liderou a geração de empregos no ano passado, com 40.087 novos postos de trabalho. A agropecuária encerrou com saldo positivo de 37.004 postos; o setor de serviços com 36.945 postos (interrompendo uma tendência de queda que vinha desde 2015). Ficaram em terreno negativo a construção civil (103.968 vagas a menos) e indústria, com 19.900 cortes. (Agência Brasil)