Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 5h30

Clientes que consomem mais que 500 quilowatts-hora por mês e que concentram seu consumo fora do horário de pico já podem aderir à tarifa branca e gastar menos com a conta de luz. O novo regime está em vigor deste a última segunda-feira. Os consumidores que tiverem interesse no novo regime de cobrança devem procurar a distribuidora que atende sua região. A tarifa branca considera o horário do consumo para definir do preço da energia. O modelo só é vantajoso para quem consegue gerenciar seu consumo e concentrar o uso de eletrodomésticos e chuveiro elétrico entre as 22h de um dia e as 17h do dia seguinte. Em contrapartida, entre 17h e 22h, a energia pode ficar até cinco vezes mais cara.

Para famílias que trabalham ou estudam o dia todo e chegam em casa no fim da tarde, por exemplo, é melhor continuar no regime atual, no qual o consumidor paga o mesmo valor pela energia em todos os horários do dia. Já escritórios que só funcionam em horário comercial e pessoas que estudam ou trabalham à noite podem se beneficiar com a mudança. Neste ano, apenas clientes com consumo médio mensal acima de 500 kWh poderão migrar - cerca de quatro milhões de unidades consumidoras. Nessa faixa, estão os consumidores de renda mais alta, além de comércios e indústrias de menor porte. O consumo médio mensal do brasileiro é de 160 kWh.

O objetivo da tarifa branca é desestimular o consumo no horário de pico para dar mais segurança ao sistema elétrico. A partir de janeiro de 2019, os consumidores com média mensal acima de 250 kWh também poderão migrar para o novo regime. E a partir de janeiro de 2020, todos os consumidores que acharem o sistema mais vantajoso poderão migrar para ele. (Do Estadão Conteúdo)