Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 5h30

O Brasil obteve um superávit comercial recorde de US$ 67 bilhões em 2017, 40,5% acima do registrado no ano passado, graças a um aumento no volume e nos preços de suas exportações, segundo dados oficiais divulgados ontem.

O resultado veio em linha com as previsões feitas pelo mercado e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A balança comercial de dezembro teve um superávit de US$ 4,99 bilhões, com um salto de 13,2%, o que contribuiu para deixar para trás os US$ 47,68 bilhões de 2016.

“A expectativa dos mercados era muito grande e as exportações cresceram pela primeira vez após cinco anos”, disse o ministro Marcos Pereira, do MDIC. Ele acrescentou que as importações tiveram sua primeira expansão em três anos graças à melhora registrada pela economia brasileira, que começou a superar uma das piores recessões de sua história. “Isso mostra uma recuperação real da economia”, disse Pereira.

Os saldos favoráveis no comércio com a China e a Argentina foram um dos motores da balança comercial 2017 da maior economia latino-americana.

No total, as vendas ao Exterior totalizaram US$ 217,7 bilhões em 2017, um aumento de 18,5% em relação aos US$ 185,2 bilhões do ano anterior, enquanto as importações acumularam US$ 150,7 bilhões, um aumento de 10,5% em relação aos US$ 137,5 bilhões do ano anterior.

“É bom para o Brasil porque garante a entrada de dólares. Temos um colchão de reserva muito bom e que pode aumentar”, ressaltou Raul Velloso, consultor econômico e ex-secretário de assuntos econômicos do Ministério do Planejamento.

Básicos

As vendas de produtos básicos cresceram 28,7% no ano passado pelo critério da média diária. Já as exportações de produtos semimanufaturados subiram 13,3%, e as vendas de produtos industrializados aumentaram 9,4%, também pela média diária.

Em 2017, os preços médios das mercadorias exportadas subiu 10,1%, beneficiado pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Os destaques foram minério de ferro, com alta de preços de 40,9%, semimanufaturados de ferro e aço (34,3%) e petróleo bruto (32,2%).

O volume exportado aumentou 7,6% em 2017, impulsionado tanto pela recuperação da indústria como pela safra recorde. Os principais destaques foram automóveis de passageiros (alta de 44,6%), milho em grão (35%) e soja em grão (33,2%). (Das agências)