Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 5h30

A Polícia Civil de Campinas abriu ontem um inquérito para investigar a morte de André Correia, de 27 anos. O jovem foi assassinado com três facadas dentro da casa noturna Chão Brasil, na Vila João Jorge, em Campinas. O caso foi registrado como homicídio simples e será investigado pelo 1 Distrito Policial de Campinas, onde foi registrado.

André foi morto na madrugada do sábado, dia 31. O delegado Hamilton Caviola, do 1 DP, foi quem informou que o inquérito foi aberto efetivamente ontem. “Todo mundo será ouvido novamente para vermos se ninguém esqueceu alguma informação importante”, explicou. Ainda de acordo com o delegado, no dia da morte todos estavam abalados e por isso existe a necessidade de uma investigação mais profunda. Até a tarde de ontem nenhum nome de suspeito havia sido mencionado pela polícia.

Para o delegado é importante entender como o crime aconteceu sem que ninguém notasse uma movimentação diferente no local. “Estranho uma casa noturna desse porte, com o público que tem, ninguém ter visto nada, como tudo aconteceu”, disse o delegado.

André estava na casa acompanhado de José Aparecido Alves da Silva, de 36 anos. O amigo contou ao Correio que o jovem avisou que iria até a outra pista pegar mais bebida, mas não voltou. Segundo André, como todas as pessoas saíram do local, ele também saiu para esperar o amigo. “Procurei nas barracas de lanche, nos pontos de ônibus e não encontrei. De acordo com o amigo, quando voltou ao local os seguranças informaram as características de André e que a vítima tinha sido levada ao Mário Gatti. Já no hospital, José confirmou os dados e constatou a morte do jovem.

O Chão Brasil escreveu uma nota no Facebook lamentando a morte do jovem e afirmou ainda que está colaborando com as investigações. “A casa ainda ressalta que foi prestado socorro imediato ao cliente, estamos também sensibilizados com o acorrido, prestando suporte à família e estamos à disposição dos órgãos competentes”, diz um trecho da nota divulgada. A reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis pela casa, mas não obteve retorno.

A Prefeitura de Campinas informou que a casa tinha alvará para funcionar e que, inclusive, uma solicitação estava em aberto para renovar a documentação. Segundo a Administração, a solicitação estava dentro do prazo. “Há um protocolo de solicitação de renovação de alvará de funcionamento em trâmite na Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, aguardando a apresentação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)”, informou a Prefeitura via assessoria de imprensa. (Virgínia Alves/Da Agência Anhanguera)