Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 5h30

O fim de 2017 foi de aquecimento no setor imobiliário em três cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). De acordo com estudo divulgado pela empresa Hiperdados - Software House de gestão para incorporadoras, construtoras, imobiliárias e fundos imobiliários, Campinas, Paulínia e Americana encerraram novembro com alta no preço do metro quadrado ultrapassando a média nacional, que foi negativa em -1,46%.

Para o presidente da Habicamp, a associação das empresas do setor da construção da região de Campinas, Francisco de Oliveira Lima Filho, os números apontam para a prosperidade da região.

Conforme o Índice Properati Hiperdados (IPH), que avalia a evolução dos preços de imóveis em 100 municípios, na RMC o primeiro lugar ficou com Americana, com elevação de 0,59%, com o metro quadrado atingindo R$ 3.755 em novembro. Apesar disso, o índice acumulado de janeiro a novembro é negativo em -7,44 e o acumulado em doze meses (de novembro de 2016 a novembro de 2017) em -8,53%.

A elevação do valor do metro quadrado em Campinas ficou em 0,33%, atingindo R$ 5.209. De janeiro a novembro, o aumento acumula 5,25%, e 4,22% nos doze meses. Em Paulínia, o índice registrou alta de 0,28%, com o metro quadrado a R$ 4.269 no mês anterior. Nos 11 meses, o acumulado foi de 2,72%.

Lima Filho explica que os três municípios já vinham melhorando os resultados durante todo o ano, e a tendência se confirmou. Como motivo para o aquecimento do mercado imobiliário nas três cidades, ele afirma que “Paulínia tem a melhor renda per capita da região, Americana está em franco crescimento, e em Campinas, a razão foi a aprovação do Plano Diretor, que promove mais confiança e segurança jurídica”. O especialista aponta ainda que Limeira está em franco crescimento, e deve figurar no topo do índice em breve.

O estudo destacou outras três cidades da RMC que tiveram resultados negativos. Em Indaiatuba, o preço do imóvel em novembro foi -0,52%, com o metro quadrado cotado a R$ 4,227. Entretanto, no acumulado do ano, houve uma valorização de 0,55% e de 0,86% em doze meses. O índice de novembro em Valinhos ficou em 0,27%, com o metro quadrado custando R$ 4.447 (4.453 no ano passado), baixa de -2,39 em 2017 e -,013 em doze meses. Vinhedo também teve resultado negativo, -0,32%, e o valor do metro quadrado fechou em R$ 4.631. O acumulado do ano é de -5,12 e em doze meses, -4,44%.

“Os resultados negativos estão atrelados à renda per capita. Os resultados foram negativos, porém não muito graves, já que o índice praticamente se manteve como começou no início do ano”, explicou Lima Filho.

Para o especialista, o estudo mostra que em algumas cidades os preços dos imóveis já começam a dar sinais de recuperação, não somente em novembro, mas no acumulado do ano. A razão é que lançamentos imobiliários começaram a surgir após três anos de estagnação. (Letícia Guimarães/AAN)