Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 5h30

Os casos de chikungunya são a principal preocupação do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas nas ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes Aegypti. A Vigilância informou que nenhuma situação de risco foi identificada, mas há uma tendência de alta nos casos. Mesmo que o município não tenha registrado epidemias da doença no último ano, medidas preventivas são necessárias.

No dia 20 de dezembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde havia informado que a redução dos casos de dengue em Campinas foi de 97% no comparativo com 2016. A diminuição dos casos de zika vírus também foi destaque no período, com queda de 92%, enquanto os casos de chikungunya na cidade sofreram um acréscimo de 23%. No último balanço divulgado ainda constava que 119 pessoas da cidade tiveram dengue em 2017. Em 2016, o número foi quase 30 vezes maior, com 3.542 casos registrados.

De acordo com o médico epidemiologista André Ribas Freitas, do Departamento de Vigilância em Saúde, a preocupação agora ocorre por conta do período de encubação do vírus chikungunya no mosquito. “Enquanto a dengue e o zika possuem um período de encubação que varia de sete a 11 dias, o do chikungunya ocorre em bem menos tempo, cerca de 2 a 4 dias. Então, o tempo de velocidade de propagação dele é muito mais rápido do que os outros. Apesar de tudo estar bem controlado, é importante ficarmos atentos”, disse o especialista.

Ainda de acordo com Ribas, apesar da situação da dengue e do zika vírus estar controlada para o início do ano, a participação da população no combate ao mosquito é sempre importante. Segundo ele, os moradores do município precisam estar atentos, principalmente nessa época ano em que a procriação das larvas costuma ser alta. “A nossa recomendação é para que os moradores e vizinhos não deixem água parada ou acumulada em vidros, garrafas e pneus. Também é importante evitar deixar esses tipos de materiais em locais com exposição a chuva. Outra coisa com que poucas pessoas se preocupam são com as calhas do telhado, que, se não forem esvaziadas, se tornam um ponto com grande potencial para o desenvolvimento do mosquito”, explicou.

No próximo dia 11 de janeiro, o Departamento de Vigilância em Saúde e as demais Secretárias do Município vão se reunir para discutir as ações que já foram planejadas em dezembro do ano passado. Entre elas, estão marcadas mais visitas aos domicílios da cidade, além de novos mutirões para retiradas de entulhos - realizados semanalmente aos sábados. Ao todo, a Prefeitura de Campinas disse que conta com 900 agentes de saúde.

Alerta Dengue

No decorrer de 2017, foram feitas diversas ações de combate às arboviroses, que incluíram nebulização, visitas a domicílios para limpeza de terrenos, e conscientização com especialistas e voluntários, inclusive nas escolas. Além disso, em fevereiro foi lançado o software “Arboviroses Campinas”, desenvolvido por especialistas da Informática de Municípios Associados (IMA), junto à Secretaria de Saúde, que através de um sistema georreferenciado identifica áreas críticas para definir ações. O programa, inclusive, serviu como base para o aplicativo gratuito “Alerta Dengue”, também criado pela IMA, com foco na orientação das pessoas, e que pode ser baixado em smartphones e tablets nos sistemas Android ou iOS.