Publicado 26 de Janeiro de 2018 - 9h50

Por AFP

Erdogan ameaça ampliar ofensiva para outras cidades

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Erdogan ameaça ampliar ofensiva para outras cidades

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou nesta sexta-feira (26) estender a ofensiva no enclave de Afrin para outras cidades do norte da Síria para eliminar a presença de uma milícia curda considera por ele como "terrorista".

Em pronunciamento transmitido pela televisão, Erdogan prometeu "limpar" Manbij, localidade a algumas centenas de quilômetros do leste de Afrin, e "não deixar nenhum terrorista até a fronteira iraquiana".

Após a ofensiva de Afrin, batizada de "Ramo de Oliveira", "limparemos Manbij dos terroristas", garantiu Erdogan, no sétimo dia da operação realizada pelo Exército turco e pelos rebeldes sírios pró-Ancara nesse território curdo na Síria.

O objetivo dessa operação é expulsar de Afrin a milícia curda as Unidades de Proteção do Povo (YPG)."Depois, continuaremos nossa luta até que não reste nenhum terrorista até a fronteira iraquiana", acrescentou Erdogan.

Essas declarações marcam um endurecimento no discurso oficial na Turquia. Até então, Ancara concentrava sua luta contra a presença das YPG ao oeste do Eufrates, onde estão Afrin e Manbij.

Agora, porém, parece determinada a agir também ao leste do rio, na direção da fronteira iraquiana.Além de Manbij, as forças americanas estão presentes ao lado das YPG em várias regiões ao leste do Eufrates.Em conversa por telefone na quarta-feira (24), o presidente americano, Donald Trump, teria dito a Erdogan para evitar "qualquer ação que possa provocar um confronto entre as forças turcas e americanas".

"Alguns nos pedem com insistência para que façamos o necessário para que esta operação seja curta (...) Esperem. Começou há sete dias. Quanto tempo durou o Afeganistão? Quanto tempo durou o Iraque?", rebateu Erdogan nesta sexta.Reiterando suas críticas ao apoio - especialmente logístico - dos Estados Unidos às YPG, o presidente turco declarou: "os terroristas passeiam pela região com bandeiras americanas".

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AFP