Publicado 04 de Janeiro de 2018 - 19h40

Por Estadão Conteúdo

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, pediu nesta quinta-feira à comunidade internacional que amplie as sanções contra o governo de Nicolás Maduro visando promover a "democratização" da Venezuela.Segundo Almagro, ainda há espaço para a diplomacia, que neste momento implicaria em "negociações sérias" para a "democratização" do país e no reforço das sanções contra "personagens do regime" e "o aparato econômico e financeiro"."O caminho diplomático que há pela frente é o caminho das sanções, e acredito que deva haver sanções cada vez mais duras que levem o regime venezuelano a estruturar um processo eleitoral claro (...) e que nos permita realizar uma observação internacional séria".Almagro considerou "praticamente incontrolável" o atual sistema eleitoral venezuelano. "Isto pôde se ver no processo da Assembleia Nacional Constituinte, nas eleições regionais e na votação para se eleger os prefeitos", declarou Almagro.Maduro tentará a reeleição em eleições presidenciais previstas para o final do ano, mas líderes opositores e analistas acreditam que o governo adiantará a votação para o primeiro trimestre de 2018 para aproveitar a divisão entre os diversos setores da oposição."Hoje, mais que eleições a Venezuela precisa de um novo processo eleitoral", afirmou Almagro, defendendo a criação de um sistema que observe os padrões internacionais e garanta os direitos dos cidadãos.Almagro, um duro crítico que qualifica Maduro de "ditador", aguarda o relatório de um painel de especialistas que convocou para determinar se há fundamentos para levar o governo da Venezuela à Corte Penal Internacional (CPI) por crimes contra a humanidade.

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