Publicado 26 de Janeiro de 2018 - 21h38

Por Estadão Conteúdo

O Corinthians de Fábio Carille ainda procura um centroavante para vestir a camisa 9

Daniel Augusto Jr./Divulgação

O Corinthians de Fábio Carille ainda procura um centroavante para vestir a camisa 9

Corinthians e São Paulo terão neste sábado (27), às 17h, no Pacaembu, a primeira prova de fogo de 2018, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Enquanto o campeão estadual e brasileiro tenta mostrar que o espírito vitorioso da última temporada ainda está vivo, os rivais buscam deixar a desconfiança para trás, e provar para o torcedor que pode voltar ao rumo das conquistas. Mais que isso: para o São Paulo, vencer o clássico significará evitar uma crise que parece estar próxima. Uma derrota pode até colocar em risco o emprego de Dorival Junior.

A angústia do São Paulo vem justamente da impressão de que o time começou 2018 no mesmo sufoco que passou a maior parte de 2017, ano que o torcedor quer esquecer. Depois de uma derrota na estreia do Estadual para o São Bento por 2 a 0 e de um empate sem gols com o Novorizontino, em casa, Dorival Junior se viu obrigado a recuar na ideia de alternar dois times para evitar desgaste. Ele também sabe que, se continuar derrapando, haverá pressão por sua saída.

Ao apostar no entrosamento, o São Paulo bateu o Mirassol por 2 a 0. Mas o clima no CT da Barra Funda não mudou muito com o triunfo. Até porque fora de campo também passou por maus momentos quando uma das principais peças do time, Cueva, se recusou a jogar contra o Mirassol, tornando incerta sua permanência no clube. O peruano não jogará o clássico.

Há também a pressão por mais reforços. Na prática, mais força para um time desacreditado. Para o duelo contra o Corinthians, o discurso é de confiança, mas o grupo sabe que precisa se afirmar.

"O clássico dá confiança, moral, respaldo com a torcida, além de que é muito importante para nossas pretensões", analisou o zagueiro Anderson Martins.

No Corinthians, a preocupação do técnico Fábio Carille é com a parte física do elenco. Por isso, preferiu não adiantar a escalação e sua maior dúvida é justamente no ataque. Sem Jô, que foi para o Japão, ele ainda não definiu quem é seu novo titular e também aguarda pela chegada de um reforço.

Enquanto isso, o jeito é tentar se virar com Júnior Dutra e Kazim. O treinador iniciou a temporada com Kazim como titular, mas o turco não soube aproveitar as oportunidades. Ao contrário de Júnior Dutra, que entrou bem.

O treinador disse que os defensores e o volante Gabriel estavam reclamando de dores e ainda não sabia se poderia contar com todos, mas a tendência é que os atletas joguem normalmente. 

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