Publicado 25 de Janeiro de 2018 - 23h27

Por Carlos Rodrigues

O técnico Umberto Louzer diz que a sequência de jogos em casa pode ser um divisor de águas na campanha

Dominique Torquato/AAN

O técnico Umberto Louzer diz que a sequência de jogos em casa pode ser um divisor de águas na campanha

O Guarani disputou duas partidas fora de casa na Série A2 do Campeonato Paulista e colecionou derrotas em ambas. O rendimento como visitante não é bom, mas o alviverde terá uma chance de ouro de compensar isso em seus domínios. Para amenizar a pressão e tentar se consolidar como candidato à classificação, o Bugre fará quatro dos próximos cinco jogos no Estádio Brinco de Ouro, a começar pelo compromisso contra o Água Santa, nesta sexta-feira (26), às 19h, pela 4ª rodada.

Essa generosa sequência em Campinas é considerada decisiva para o futuro da equipe. Depois do Água Santa, o Guarani recebe o Batatais na semana que vem. Aí, sai para visitar o Sertãozinho e depois volta para casa para os encontros contra XV de Piracicaba e Taubaté. “Esses jogos serão um divisor de águas. Toda a energia está voltada primeiro para o Água Santa, mas num campeonato curto, a possibilidade de jogar quatro de cinco partidas em casa te traz a necessidade e obrigação de fazer os resultados para ter um conforto maior”, afirma o técnico Umberto Louzer.

Conforto, inclusive, é o que o treinador mais precisa nesse momento. Apesar de ser só início de trabalho, as críticas já começaram por conta do início irregular de campanha. Ele reconhece que a cobrança é natural e tenta não se preocupar com a pressão. “O que permite qualquer treinador desempenhar o trabalho são os resultados. A diretoria passa tranquilidade para realizarmos nosso trabalho da melhor maneira possível”, revela o comandante. “O tempo curto dificulta, mas estamos tentando extrair o melhor de cada um para conseguir os resultados que dão segurança para aplicarmos o que a gente acredita”.

Ciente de que a equipe ainda está produzindo menos do que pode, Louzer pede mudança de comportamento, mas avisa que ainda é preciso tempo para o time se soltar. “Cobrei no último jogo um comportamento diferente, precisamos de mais atitude, imposição. Ainda é uma equipe em formação e que vai crescer”, projeta. “Estamos desempenhando abaixo, mas creio que a partir da quinta rodada teremos o encaixe natural, com a condição física melhor e os jogadores se soltando”.

Para facilitar esse encaixe, o treinador bugrino deve dar sequência ao time e repetir a escalação que começou a partida na derrota para o São Bernardo, terça-feira. O objetivo, além do entrosamento, é fazer com que os jogadores conquistem confiança. “É uma equipe em formação, que ainda vai crescer, ficar sólida e ter a consistência e o equilíbrio que a gente espera”, conclui o treinador bugrino.

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Carlos Rodrigues