Publicado 24 de Janeiro de 2018 - 22h44

Por Paulo Santana

O jovem atacante Felippe Cardoso chorou depois de ser expulso na estreia, mas recebeu o apoio da comissão técnica e dos companheiros

Leandro Ferreira/AAN

O jovem atacante Felippe Cardoso chorou depois de ser expulso na estreia, mas recebeu o apoio da comissão técnica e dos companheiros

Ainda buscando a sua melhor identidade, a Ponte Preta enfrenta o Santos, nesta quinta-feira (25), às 19h30, no Estádio Moisés Lucarelli, em busca da primeira vitória em casa pelo Campeonato Paulista. Depois de vencer o Corinthians, em São Paulo, e perder para o Linense, no Majestoso, a Macaca aposta em uma melhor harmonia dos seus jogadores para não oscilar tanto dentro de campo.

Segundo o treinador Eduardo Baptista, a principal meta neste início de temporada é buscar o entrosamento ideal e isso só vai acontecer com o passar dos jogos. “A gente vai para esta partida com um bom nível de condicionamento físico, mas a ainda tem muita coisa para fazer. Neste momento, queremos buscar o melhor entrosamento, mas sem descuidar dos resultados, que são importantes”, avalia.

O treinador confirmou a entrada do volante Marciel, que veio do Corinthians e entrou no segundo tempo da partida com o Linense, na equipe titular. “É importante reforçar a equipe e ter o máximo de opções, seja como titular ou como reserva”, disse, elogiando a qualidade do atleta que formará o meio junto com Leo Artur e Tiago Real.

A outra novidade é o atacante Felippe Cardoso, que cumpriu suspensão automática pela expulsão diante do Corinthians, e volta ao time. No mais, a Macaca deve ser a mesma, já que o lateral-esquerdo Orinho, emprestado pelo Peixe, não pode jogar contra seu clube de origem.

O volante Ronaldo, que veio do Sport, foi relacionado pela primeira vez e fica como opção no banco. Já o atacante Gabriel Vasconcelos e o meia Daniel Correia, que chegaram recentemente, ainda não ficam à disposição do treinador porque passam por um período de recondicionamento físico.

Mesmo assim, a expectativa da comissão técnica vai melhorando a cada dia. “Estamos desenhando um time para ser agressivo, que marca forte e que também chega bem ao ataque”, disse Eduardo, ressaltando que é cedo para cobrar algo próximo da perfeição.

“Os times ainda estão longe da melhor forma física por causa do pouco tempo de preparação e isso prejudica bastante. Mas Ponte e Santos são equipes técnicas e têm tudo para fazer um bom jogo”, considera.

Segundo o zagueiro Renan Fonseca, aos poucos, a equipe campineira vai formando sua nova cara e o desafio peixe chega em boa hora. “A Ponte tem se posicionado muito bem dentro de campo. Contra o Linense criou muitas chances de gol, mas só pecou porque não conseguiu transformar em gol. Mas se impôs em casa e aqui dentro tem que ser assim mesmo. O Majestoso tem que ser a nossa fortaleza sempre. A gente quer fazer uma boa apresentação e vencer o Santos para seguir bem na tabela de classificação”, disse.

Felippe Cardoso

Depois de um salto gigantesco em sua carreira, o atacante Felippe Cardoso passa por uma fase de adaptação ao seu “novo mundo”. Artilheiro do Oswaldo Cruz, na Série B do Campeonato Paulista (equivalente à quarta divisão) do ano passado, o atleta chegou ao Majestoso e foi escalado como titular justamente na partida contra o Corinthians, atual campeão brasileiro e paulista, em pleno Pacaembu.

Por “excesso de vontade”, acabou fazendo uma falta descrita como “ação temerária” pelo árbitro Raphael Claus, na súmula da partida e acabou expulso.

Saiu de campo chorando, mas logo recebeu apoio da comissão técnica e dos companheiros experientes. “Aquele tipo de jogada, se acontece na 'Bezinha', o juiz nem dá falta”, opina o técnico Eduardo Baptista. “Não é fácil sair de uma quarta divisão e encarar a primeira divisão do Campeonato Paulista. Tenho conversado bastante com o Felippe, que é um menino do bem, que faz tudo que a comissão técnica pede e é muito atento a tudo que está acontecendo em sua nova vida. Estamos trabalhando com ele para que se encaixe rapidamente nesta nova realidade”, diz o treinador.

“O Felippe é um garoto muito atencioso e que ouve tudo que a gente fala”, elogia o zagueiro Renan Fonseca, capitão da Macaca. “O ruim é quando você fala com um atleta preguiçoso que não quer aprender. O Felippe, pelo contrário, é um jogador que está atento a tudo”, completa.

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Paulo Santana