Publicado 24 de Janeiro de 2018 - 22h39

Por Carlos Rodrigues

O presidente Palmeron Mendes Filho falou sobre o projeto de terceirização do departamento de futebol

Cedoc/RAC

O presidente Palmeron Mendes Filho falou sobre o projeto de terceirização do departamento de futebol

Os dirigentes do Guarani desejam que o projeto de co-gestão do futebol do clube saia do papel o quanto antes. Para acelerar esse processo, uma junta jurídica, que começará a atuar na semana que vem, foi criada para formalizar o termo de intenções que será apresentado para aprovação do Conselho Deliberativo e dos associados. A expectativa é de urgência em todo esse procedimento para que a parceria possa valer já na montagem do time que disputará a Série B do Campeonato Brasileiro.

A junta será formada por um grupo de sete advogados e terá supervisão de membros do Conselho de Administração, Deliberativo e Fiscal. “Entendemos ser de extrema necessidade a reformulação financeira e administrativa do Guarani. Por isso, o clube contará com essa junta jurídica, que vai elaborar o modelo ideal de gestão que será levado a futuros investidores”, explicou o presidente Palmeron Mendes Filho.

O mandatário bugrino confirmou que o Grupo Magnum e a ASA Alumínios são empresas que participarão da co-gestão caso seja aprovada, mas não descartou outros interessados. “Não podemos restringir a A, B ou C porque queremos um Guarani mais forte financeiramente”.

Palmeron também destacou que a futura parceria nada tem a ver com os moldes de terceirização feita recentemente pelo Figueirense ou que haja semelhanças com a relação entre Palmeiras e a Crefisa. “Será uma co-gestão em que o Guarani terá participação no futebol, dará suas opiniões e participará de todo o processo. Buscamos um grupo de empresas justamente para que o controle não saia das mãos do Guarani”.

Confiante na aprovação do projeto, o presidente reiterou que a proposta de co-gestão é fundamental para que o Bugre possa voltar a montar times forte e vislumbrar grandes campanhas e que também será determinante para o clube sanar as dívidas ainda existentes.

“Nosso objetivo é viabilizar tudo a tempo da montagem de um grande elenco para a disputa da Série B. Estamos tratando de algo em torno de 5 a 10 anos para que haja uma resposta positiva e o Guarani volte a figurar entre os principais times do Brasil”, disse. “E não abrimos mão de criar a possibilidade de começar a solucionar a questão das dívidas tributárias”, completou.

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Carlos Rodrigues