Publicado 25 de Janeiro de 2018 - 19h38

Por Inaê Miranda

Um dos criminosos detido pela GM; ao menos 5 pessoas participaram da ação criminosa, sendo dois </CW>menores

Patrícia Domingos/AAN

Um dos criminosos detido pela GM; ao menos 5 pessoas participaram da ação criminosa, sendo dois menores

Um técnico de eletrônica, de 31 anos, e um bebê de apenas 5 meses viveram momentos de terror na manhã desta quinta-feira (25), após sofrerem um sequestro-relâmpago na região do bairro Matão, em Sumaré. Pai e filho passaram cerca de duas horas em poder dos criminosos e foram liberadas na região do Jardim São Domingos, em Campinas, após os criminosos fazerem compras utilizando o cartão de crédito da vítima. Ao menos cinco pessoas participaram da ação criminosa. Uma foi presa e dois menores apreendidos pela Guarda Municipal (GM) logo pela manhã. A Polícia Civil assumiu as investigações e busca os outros envolvidos.

A vítima relatou que, por volta das 7h, levou a mulher em uma clínica para fazer exames e deixou o carro estacionado ao lado do estabelecimento, quando um veículo com cinco ocupantes parou. Três desceram correndo na sua direção. “Um deles apontou a arma para a minha cara, falando para eu descer do veículo. Como estava com o bebê no colo, desci. Achei que eles fossem levar só o carro, mas mandaram eu entrar no veículo.” O técnico se recusou num primeiro momento e foi ameaçado. “Falaram para eu entrar, senão me matariam ali mesmo.”

Os criminosos que estavam no primeiro carro fugiram antes, com medo de que a movimentação fosse notada. Já o trio que estava com as vítimas não sabia deixar o bairro. “Me fizeram orientá-los até a Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas, e lá entraram nos bairros próximos do Campo Belo. Fizeram eu parar o carro dentro do bairro, passar todos os meus cartões e a senha e me levaram para um cativeiro.” A vítima ficou por cerca de uma hora num terreno baldio, vigiado por um dos assaltantes. Com fome e molhado, o bebê começou a chorar. “O rapaz ficou desesperado e a todo momento dizia para eu fazer ele parar de chorar. Eu tentei, mas falei que ele não ia parar porque estava com fome” .

O assaltante então providenciou uma mamadeira com leite gelado e depois uma chupeta, indicando que morava ou conhecia alguém na região do cativeiro. “Ficamos lá uma hora até os outros dois voltarem e me colocarem no carro novamente.” A vítima e o bebê foram abandonados em uma região de chácaras, no Jardim São Domingos. “Na hora de me abandonar, quase bateram o carro e o meu filho bateu a cabeça. Fui socorrido por um morador, que deu os primeiros atendimentos para mim e para o meu filho e me levou até uma base da Guarda Municipal.” Segundo o pai, o bebê passou por atendimento médico e está bem.

Ele diz que foram momentos de desespero. “É uma situação que não desejo para ninguém. Já é desesperador você sozinho, imagina com um bebê, sendo ameaçado o tempo todo. O susto foi enorme, a gente lembra e se emociona, mas graças a Deus está tudo bem”, diz a vítima.

Guarda Municipal

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Márcio Frizarin, assim que tomou conhecimento da ocorrência a corporação deu início ao patrulhamento pela região dos bairros Campo Belo, São Domingos e Jardim Marisa. Conseguiram localizar o veículo que estava na cobertura do roubo. Ao lado dele estavam três indivíduos que foram abordados, momento em que um fugiu. Dois foram detidos. Os guardas também encontraram maconha e lança-perfume com um deles e uma quantia em dinheiro. Parte do material foi localizada na casa de uma adolescente de 17 anos, que é namorada de Lucas Daniel Renzo de Souza, de 18 anos, que seria o mentor do crime.

Frizarin informou ainda que enquanto as vítimas estavam em cativeiro, os criminosos foram fazer compras com o cartão e saques. Na Rua 13 de Maio, no Centro de Campinas, compraram dois pares de tênis, no valor de R$ 1.300, cada. O comandante ressaltou a importância, em situações como essa, de acionar a Guarda pelo telefone 153, que conta com câmeras de monitoramento inteligente. O caso foi registrado na 2ª Delegacia Seccional de Campinas.

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Inaê Miranda