Publicado 24 de Janeiro de 2018 - 22h45

Por Letícia Guimarães

Cães no pós-operatório: número de castrações ano passado bateu recorde, com 8.100 procedimentos, contra 6.400 realizados em 2015 e 2016 somados

Patrícia Domingos/AAN

Cães no pós-operatório: número de castrações ano passado bateu recorde, com 8.100 procedimentos, contra 6.400 realizados em 2015 e 2016 somados

O avanço em políticas para o bem-estar animal marcou o ano da Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de acordo com o responsável pela pasta, Rogério Menezes. Segundo ele, os atendimentos a denúncias de maus-tratos passaram de 618 em 2015 para 1.174 no ano passado. O número de castrações de animais bateu recorde: 8.100 procedimentos no ano passado contra 6.400 realizados em 2015 e 2016 somados. “O número maior de atendimentos das ocorrências de maus-tratos se refletiu também nas campanhas de doação. No ano passado conseguimos lar para 850 animais.”

De acordo com Menezes, outro ponto positivo foi a aprovação e promulgação do estatuto de proteção aos animais, que passou a valer no final de junho do ano passado. Segundo ele, o documento é uma maneira de coibir o abandono e maus-tratos a animais. Pelo estatuto, os proprietários de cães e gatos terão até dois anos, a partir da publicação da lei, para microchiparem e cadastrarem seus animais. O cadastramento será feito também nos postos credenciados pelo Departamento de Bem-Estar Animal (DPBEA).

Ele ressaltou ainda as ações de castração de animais domésticos como forma de reduzir a superpopulação, que no ano passado superou a soma de procedimentos realizados em 2015 e 2016. “Além da castração, esses 14,5 mil animais que passaram pelo procedimento nos últimos três anos também foram microchipados, cadastrados no sistema e vacinados contra 10 tipos de doença”, contou o secretário.

Sobre as questões ambientais, com a fiscalização e as multas aplicadas, principalmente em ocorrências de remoção de árvores sem licença prévia, foram arrecadados R$ 3 milhões. “Em segundo lugar no ranking dos casos de multas vêm as empresas que funcionam ou obras que se iniciam antes do licenciamento ambiental. Elas são multadas e, em alguns casos, é interrompido o funcionamento.

Ações na área de saneamento rural e urbano garantiram a Campinas no ano passado a primeira colocação entre as cidades do Estado de São Paulo com mais de 500 mil habitantes e entre os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) no programa Município VerdeAzul. A nota obtida pela cidade foi de 93,45, ficando em 5º lugar na classificação no ranking geral do programa, o que representou uma escalada de sete posições em relação a 2016, quando ocupava o 12º lugar. “Outra conquista foi a maior pontuação na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos do PCJ (UGRHI). Isso dá uma ideia da qualidade do trabalho que está sendo desenvolvido”, comemorou.

Menezes avalia 2017 como um ano positivo para a Secretaria, mas afirma que os frutos colhidos são resultado de um trabalho que vem sendo realizado desde 2013.

“Na área ambiental os resultados não vêm a curto prazo. Todo esse reconhecimento vem de um trabalho acumulado ao longo dos anos. A gente conseguiu chegar muito perto do que planejávamos para 2017, as metas foram 95% alcançadas. Os desafios permanecem na parte financeira, o que merece dedicação redobrada para continuar avançando em gestão ambiental”, explicou.

Planos

Para 2018, há a assinatura do contrato de viabilidade de 43 novos parques lineares, previstos no Plano do Verde é uma das metas. “Vamos contratar os projetos básicos, que devem ser assinados até fevereiro. Outra coisa que entregaremos em fevereiro é a segunda etapa da arborização da Avenida Francisco Glicério. Até o final desta ação serão 99 vasos grafitados com mudas nativas.”

Em março, após o período de chuvas intensas, o secretário estima que a pasta deve completar atingir um milhão de mudas plantadas desde 2014, quando o banco de áreas verdes da cidade começou a ser estruturado. Ao todo, são 350 mil mudas de compensação ambiental, plantadas pela Secretaria do Verde em áreas de nascentes, parques lineares, margens de córregos e áreas de preservação permanente, além de outras 650 mil plantadas pela Secretaria de Serviços Públicos em vias públicas, praças e jardins.

Também está prevista para o mês de março a assinatura do plano de remediação de áreas contaminadas do bairro Mansões Santo Antonio. A região foi contaminada por uma empresa do ramo químico de recuperação de solventes, entre 1973 e 1996.

O Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) deve ser concluído até abril, como estima o secretário. “As principais áreas são em Sousas e Joaquim Egídio, e este plano já é aguardado desde a assinatura da lei da APA, em 2001. Estamos fazendo reuniões com a participação da população para a elaboração do plano.”

Já no início deste ano teve início o inventário de gases que causam o efeito estufa, unindo os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A ação vai levantar a quantidade de gases de efeito estufa emitidos na região e quais os setores mais poluentes para propor medidas com o objetivo de minimizar os efeitos nocivos e melhorar a qualidade do meio ambiente. “No começo de janeiro o prefeito Jonas Donizette já assinou a ordem de serviço, e devemos concluir este estudo até outubro deste ano”, concluiu.

Escrito por:

Letícia Guimarães