Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 23h19

Por Rafaela Dias

Futura sede na Vila Nova São José ainda passará por reformas antes de receber a administração do centro

Leandro Ferreira/AAN

Futura sede na Vila Nova São José ainda passará por reformas antes de receber a administração do centro

As empresas que fazem parte da Companhia de Desenvolvimento de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec) serão transferidas. Em agosto, elas corriam o risco de serem despejadas de um prédio pertencente ao Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM) pela falta de pagamento de aluguel. Um decreto publicado no Diário Oficial de Campinas de anteontem permite que uma área pública que fica no bairro Vila Nova São José receba as empresas incubadas. A área de quase 2 mil metros quadrados fica na Rua Serra do Mirante.

A publicação prevê ainda que a permanência seja por tempo indeterminado. Segundo a Prefeitura de Campinas, o prédio que vai abrigar a Ciatec está passando por reformas para receber a parte administrativa da companhia. A gestão das empresas incubadas a partir deste mês passaria, segundo a Prefeitura, para o CNPEM, que não confirmou oficialmente a informação. A medida, segundo a administração, foi um pedido das próprias empresas.

Em agosto do ano passado, o CNPEM e a Prefeitura de Campinas fecharam um acordo para a manutenção da Ciatec no prédio em que a empresa municipal de economia mista está atualmente instalada, no Jardim Santa Cândida. A Organização Social ligada ao governo federal estava pedindo o despejo da companhia do prédio por falta de pagamento dos aluguéis, uma dívida que chega a R$ 1,2 milhão e vem desde 2012.

Segundo a Prefeitura, agora o CNPEM assumiria a gestão técnica das empresas incubadas e não haverá mais cobrança de aluguéis. O passivo será parcelado, de acordo com termos que serão definidos por um grupo de trabalho formado por três integrantes de cada uma das instituições.

A Ciatec tem a gestão de dois polos tecnológicos, o Ciatec 1 e o 2, onde estão instaladas empresas de alta tecnologia. O polo mais desenvolvido é o 2, que está localizado próximo a Rodovia Adhemar de Barros, em uma área de 8 milhões de metros quadrados, dos quais 3 milhões estão ocupados com 36 empresas. Dos 4 milhões restantes, a maior parte, 3 milhões, são áreas de preservação permanente (APP) e áreas verdes, que não podem ser utilizadas.

A Prefeitura está tentando obter o credenciamento desse polo no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), mas para isso precisa ser proprietária de uma área de 200 mil metros quadrados, que ela não tem.

A Administração vem tentando equacionar uma saída para o credenciamento que permitirá que as empresas de alta tecnologia ali instaladas possam utilizar créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) ou usar o imposto para pagamento de bens e mercadorias em investimentos ou no pagamento de ICMS relativo à importação de bens e também a ter acesso aos incentivos do programa estadual Pró-Parques.

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Rafaela Dias