Publicado 01 de Janeiro de 2018 - 20h29

Por Maria Teresa Costa

Urnas sendo preparadas: em outubro haverá eleições para presidente, governador, senador e deputados

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Urnas sendo preparadas: em outubro haverá eleições para presidente, governador, senador e deputados

A sete meses das convenções partidárias que definirão os próximos candidatos às eleições de outubro de 2018, os partidos em Campinas já apostam em pelo menos 35 nomes da cidade para concorrer a deputados federais e estaduais e um a senador. Em média, as legendas devem lançar um candidato a federal e outro a estadual, uma forma de fortalecer as candidaturas e aumentar a chance de eleição. Os partidos já têm pré-candidatos, mas os nomes só serão definidos nas convenções, que devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

O PMDB de Campinas trabalha o nome do empresário e presidente da Informática dos Municípios Associados (IMA), Fernando Garnero, para ser o candidato do partido ao Senado. O presidente da legenda, Arnaldo Salvetti, disse que essa definição, no entanto, passa pelo pré-candidato do partido ao governo do Estado, Paulo Skaf. “É importante que Skaf tenha um nome e vamos levar o Garnero como opção para o Senado, candidato de uma cidade importante, com mais de um milhão de habitantes”, afirmou. O PMDB, que tem 2.954 filiados na cidade, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), trabalha para lançar um candidato a deputado federal e outro a estadual.

O PSB do prefeito Jonas Donizete tem agora como certa a candidatura de Luiz Lauro Filho à reeleição para federal. O presidente da legenda, Wanderley Almeida, disse que a tendência é sair mais um a estadual. Três vereadores já se apresentaram como pré-candidatos: Vinícius Gratti, Paulo Galterio e Zé Carlos. Mas isso pode mudar. O presidente estadual do partido, Mario França, assumirá o governo do Estado com a candidatura de Alckmin e deve se lançar a candidato a governo e Jonas Donizette assumirá o diretório estadual. Com isso, o número de candidatos dependerá se França sairá com chapa pura ou se fará alianças.

O PSDB, com seus 4.749 filiados, deve centrar os esforços de campanha para reeleger Carlos Sampaio a federal e Célia Leão a estadual. Por enquanto, são esses os pré-candidatos da legenda na cidade, segundo o presidente do partido, Paulo Roberto Sabioni, o Periquito. Há vereadores da legenda, no entanto, em busca de espaço no partido para sair candidato. Segundo o líder de governo na Câmara, Marcos Bernardelli, os vereadores fecharam apoio a Sampaio e a Célia, mas nos bastidores corre que esse apoio não está tão fechado assim.

Já o PSD, hoje com três vereadores na Câmara e apenas 179 filiados na cidade, vai sair com o presidente da legenda e presidente dos Correios, Guilherme Campos, a deputado federal, e o ex-vereador e ex-candidato a prefeito, Artur Orsi, a deputado estadual. Na eleição passada, o partido concorreu também com dois candidatos (Campos a federal e Adriana Flosi a estadual).

O PDT também terá poucos nomes na disputa em 2018. O presidente da legenda, Hélio de Oliveira Santos, disse que nomes ainda não estão definidos, mas o partido deve sair com dois a federal e três a estadual. O partido, com 2.618 filiados, não conseguiu, na última eleição, eleger vereadores em Campinas.

O presidente da Câmara e do PP de Campinas, Rafa Zimbaldi, disse que o partido ainda não definiu nomes, mas vai sair com um a federal e outro a estadual. “A cidade comporta um candidato a cada cargo. Existe uma estratégia do diretório estadual que define os candidatos em cada cidade, provavelmente em nossa região teremos mais candidatos a estadual”, afirmou. O PP tem 864 filiados em Campinas.

A presidente do PCdoB, Márcia Quintanilha, disse que a legenda terá dois candidatos na eleição em 2018. A tendência, disse, é apoiar a reeleição de Orlando Silva para deputado federal. Para estadual, o partido aguarda para saber se o vereador Gustavo Petta assumirá uma vaga na Assembleia Legislativa, após a cassação do mandato, por infidelidade partidária, do deputado José Roberto Aprillanti Júnior (PSB). Aprillanti está recorrendo da decisão do TRE-SP. Dependendo do resultado, o candidato do partido poderá ser Petta ou então Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, que deixou o PT em 2015 e se filiou ao PCdoB.

O partido, disse Márcia, deverá ter candidatos na maioria das cidades e a meta é eleger pelo menos três estaduais. A reeleição de Orlando Silva, afirmou, é prioridade e o projeto é ajudar na sua eleição e ter, assim, uma candidatura competitiva em 2018, que possa ser eleita, e um bom candidato a prefeito em 2020.

O Democratas, segundo o presidente da legenda Valter Aparecido Greve, tem definido como pré-candidato a deputado estadual o vereador Campos Filho e iniciará debates para definir o federal, no próximo mês. O partido este ano terá como candidato a governador o secretário de Habitação de Alckmin, Rodrigo Garcia.

O recém-criado Patriota tem até o momento um pré-candidato a deputado estadual, o presidente da legenda, Major Jaime, atual chefe de gabinete do vereador Tenente Santini.

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Maria Teresa Costa