Publicado 25 de Janeiro de 2018 - 0h00

Por Carlo Carcani Filho

A Ponte Preta conseguiu um resultado espetacular ao bater o Corinthians em sua estreia no Paulistão e na rodada seguinte frustrou a torcida ao perder para o Linense. No Pacaembu, o jovem time de Eduardo Baptista trouxe alívio para os torcedores que temiam uma atuação desastrosa e esperança para os que são sempre otimistas. No Majestoso, a equipe passou ao público o temor de que a vitória anterior tenha sido ilusória.

Impressões quase sempre são equivocadas quando olhamos apenas para um resultado de forma isolada. O real potencial da equipe provavelmente se encontra em um meio termo, mas só poderá ser constatado depois de alguns meses.

Até lá, a Ponte Preta precisa trabalhar para se parecer o máximo possível com o time capaz de ganhar do campeão paulista de 2017 e o mínimo possível com o time que foi batido pelo 7º colocado do ano passado.

E o que precisa ser feito para que o clube caminhe nessa direção, mesmo em um ano tão difícil tanto do ponto de vista psicológico como econômico?

Para superar 2017 e ter um 2019 melhor do que 2018, a Ponte vai precisar de um trabalho em conjunto. Trabalho que começa na arquibancada. O torcedor precisa compreender que alguns jovens ainda estão em processo de formação. Eles vão oscilar e precisam de apoio dos pontepretanos. Alguns não vão vingar, mas outros podem conquistar seu espaço no clube. Até lá, vão acertar e errar. Aqueles que demonstrarem potencial e dedicação precisam de aplausos, inclusive e principalmente nos momentos difíceis.

A Eduardo Baptista cabe a missão de contribuir para o desenvolvimento dos garotos. Mas não se trata apenas de anunciar um trabalho de “reconstrução” e escalar vários pratas da casa. O treinador analisa a qualidade de cada atleta nos treinos e jogos. Tem dados precisos sobre a condição física e a dedicação de cada um. E também pode sentir, no vestiário, como reagem ao sucesso e ao fracasso, ao aplauso e à vaia. Eduardo precisa detectar quais possuem qualidade técnica e equilíbrio emocional para jogar na Ponte Preta. E deve apostar apenas neles, nos que podem crescer.

Por fim, entra o papel da diretoria. O time é jovem, tem alguns valores com potencial e tem outros que ainda não estão prontos. A obrigação do clube é qualificar o elenco com reforços mais experientes. Para que os jovens se desenvolvam, é necessário que o time tenha alguns líderes. Para fechar a temporada com um time jovem e competitivo, a Ponte Preta precisa trabalhar em conjunto.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho