Publicado 04 de Janeiro de 2018 - 0h00

Por Carlo Carcani Filho

Na última edição do Correio em 2017, o repórter Carlos Rodrigues publicou um balanço com o rendimento de todos os atletas que defenderam Guarani e Ponte Preta na temporada. Nas últimas duas colunas, analisei os melhores e os piores jogadores da Macaca. Hoje, começo a série do Bugre com aqueles que tiveram um rendimento abaixo do esperado.

O experiente Richarlyson encabeça a lista dos que decepcionaram a torcida bugrina. Nas vezes em que atuou na lateral, o ex-jogador da Seleção Brasileira foi vulnerável na marcação e pouco produtivo no apoio.

Ele esteve em campo por menos tempo que jogadores como Eliandro (que ficou muito tempo no departamento médico) e Salomão, garoto da base que no final das contas jogou mais do que todos os outros de sua posição. Salomão foi o 10º jogador do elenco com mais tempo em campo (2.000 minutos), à frente de Gilton, Denis Neves e do próprio Richarlyson.

Dono de um dos maiores salários do elenco, Richarlyson também atuou no meio-de-campo. Seu nome não aparece na lista dos dez artilheiros e nem dos que fizeram mais assistências, mas pelo menos ele foi útil a Vadão, Marcelo Cabo e Lisca, treinadores com os quais trabalhou em sua passagem pelo Brinco de Ouro.

Nesse aspecto, ele foi muito melhor do que reforços extremamente decepcionantes, como Rafael Silva e Paulinho. Os dois também tinham salários altos e tiveram um rendimento pífio. Rafael Silva ainda saiu discutindo com torcedores nas redes sociais e Paulinho perdeu um gol incrível no final da dramática partida com o Luverdense.

Richarlyson decepcionou por não jogar o que a torcida esperava dele, mas esteve em um nível muito superior ao dos dois atacantes.

Em seu retorno ao Brinco de Ouro, Bruno Mendes em nenhum momento lembrou o goleador que se destacou na campanha do vice-campeonato paulista de 2012. Ele certamente entraria na lista dos piores do ano se não tivesse marcado um gol tão importante aos 46 minutos do 2º tempo do jogo contra o CRB, em Campinas. Aquela vitória por 2 a 1 foi determinante para a permanência do clube na Série B.

Acredito que muitos torcedores colocariam Diego Jussani na lista dos piores de 2017, mas o zagueiro — que agora vai trabalhar sob o comando de Rogério Ceni no Fortaleza — não está na minha relação. Segundo atleta com mais minutos em campo (4.569) e 5º artilheiro do time com 4 gols, ele foi importante para o Bugre. Não vai aparecer na coluna de amanhã, mas também não pode ser comparado aos companheiros citados hoje.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho