Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 0h00

Por Carlo Carcani Filho

Na coluna de hoje, vou usar novamente os números que o repórter Carlos Rodrigues levantou no balanço dos elencos da Ponte Preta e do Guarani na temporada passada. Na coluna de ontem, o assunto foi Lucca, de longe o melhor jogador da Macaca em 2017. Hoje serão analisados aqueles que frustraram a torcida pontepretana em um ano que teve final de campeonato e rebaixamento.

A diretoria abusou do direito de errar na formação do elenco. Muitos jogadores contratados para “reforçar” o elenco quase não entraram em campo. Mas, pior do que isso, foi o fracasso de três jogadores com história no Moisés Lucarelli. Se pelo menos dois deles tivessem vivido uma boa temporada, a Ponte Preta teria tido mais chances de impedir um rebaixamento que não amargava desde 2013.

O trio é formado por Rodrigo, Fernando Bob e Renato Cajá. O zagueiro que veio do Vasco da Gama não apenas teve uma temporada irregular, como ainda manchou sua história com uma atuação desastrosa diante do Vitória, no penúltimo jogo do ano.

Expulso de forma infantil e responsável direto por uma derrota decisiva num jogo que estava ganho, Rodrigo sequer tem condições de cumprir seu contrato até o final. A torcida não o suporta.

Mesmo sem ter sido titular durante o ano todo — Marllon, Naldo e Yago estiveram em campo por mais minutos do que ele —, Rodrigo recebeu dois cartões vermelhos, a maior marca no elenco em 2017. Além disso, foi suspenso por agredir Milton Mendes, seu ex-comandante, após o término de uma partida contra o Vasco. Enfim, a volta de Rodrigo ao Majestoso foi um desastre.

Outra decepção foi Renato Cajá. A Ponte Preta foi buscá-lo no Bahia, onde já estava muito mal. No Moisés Lucarelli, foi ainda pior. No quadro entre os melhores do ano, figurou apenas no 6º lugar em assistências, com duas. É o mesmo número de passes para gol de jogadores como Lins e Claudinho, por exemplo. Muito pouco para um camisa 10 de quem se esperava tanto.

Por fim, Fernando Bob. Volante experiente e com passe de muita qualidade, esteve durante muito tempo — talvez ainda esteja — no radar do São Paulo. Conhece o Moisés Lucarelli como poucos e, ainda assim, foi uma grande decepção.

Bob em nenhum momento lembrou o bom jogador que defendeu o clube em outras campanhas. Não fez nenhuma assistência durante o ano e só liderou o elenco em número de cartões: 14 amarelos e dois vermelhos.

Esse trio poderia ter proporcionado um ano melhor para a Ponte.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho