Publicado 03 de Dezembro de 2017 - 12h35

Por Delminda Aparecida Medeiros

Virada Sustentável

Delma Medeiros

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

[email protected]

Música, dança, artes visuais, circo, intervenções, instalações, debates, rodas de conversa, oficinas, feiras de troca, de produtos orgânicos e de adoção de animais, cinema, esporte e várias outras atividades marcaram a Virada Sustentável, em sua primeira edição em Campinas, realizada de sexta a ontem. No total foram 250 atrações gratuitas distribuídas em 24 pontos da cidade, todas vinculadas a um dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, propostos como agenda global pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é mostrar ao público como um estilo de vida sustentável causa um impacto positivo na sociedade.

“A proposta é abordar questões como saúde e qualidade de vida, educação para todos, igualdade de gênero, defesa da fauna e flora, entre outros objetivos do desenvolvimento sustentável, por meio de um festival que proporcione diversão. O objetivo é aliar a vida sustentável e de qualidade com lazer e entretenimento”, coloca Paulo Chain, da 3 Apitos Cultura, produtora responsável pela realização do evento em conjunto com o Instituto Virada Sustentável, que iniciou a atividade em São Paulo há 8 anos. “Claro que a Virada promove debates, palestras, roda de conversas, mas também agrega muita arte visual, além de teatro, música, dança, oficinas, atividades para adultos e crianças”, diz Chain.

Ele cita que a programação é toda montada junto com o poder público, ONGs e artistas dos municípios que recebem o evento. “A Virada Sustentável é muito colaborativa, montada com os agentes que já atuam no sentido de transformar a cidade. Criamos uma espécie de comitê com os produtores locais, uma rede de engajamento. Publicamos um edital e os interessados podem inscrever seus projetos. A única exigência é que sejam vinculados com algum dos objetivos do desenvolvimento sustentável”, explica Chain.

Os principais palcos do evento foram a Estação Cultura, que concentrou uma programação mais urbana e shows noturnos; Lagoa do Taquaral, com atividades, na sua maioria, voltadas para toda a família, como a Caravana das Artes, a instalação Bicicletárvore, um bicicletário montado pela Marcenaria do Bem a partir de um projeto do artista Alexandre Fillage; uma caçamba de lixo customizada, feira de orgânicos e de adoção de animais; e Lago do Café, que abrigou o 2º Festival da Cultura Cafeeira, com ações gastronômicas, artesanais, oficinas e apresentações culturais, e o Festival Arte na Rua, com música instrumental, artistas de rua e atrações circenses. A agenda de eventos incluiu ainda a 1ª Virada Esportiva Inclusiva (leia mais).

Público aplaude iniciativa (Letícia)

Escrito por:

Delminda Aparecida Medeiros