Publicado 02 de Dezembro de 2017 - 5h30

Paulatinamente, a taxa de desemprego vai caindo na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mas a região ainda tem milhares de pessoas sem uma ocupação. Estudo realizado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) mostra que a taxa foi de 11,95% da População Economicamente Ativa (PEA) em outubro deste ano, o que representou 233.055 pessoas sem trabalho. O índice é maior que os 11,51% da PEA do mesmo mês no ano passado, mas menor do que no começo deste ano, quando atingiu 12,17%.

O coordenador do Departamento de Economia da Acic, Laerte Martins, afirmou que o desemprego vem caindo lentamente na região. “A taxa em setembro foi de 12,05%. No mês de outubro, baixou para 11,95%. É uma evolução, mas ainda não estamos gerando empregos para garantir a recolocação no mercado de trabalho de milhares de pessoas. A situação só não está pior porque muitos desempregados estão apostando em negócios próprios e isso reduz o índice de desocupação”, disse.

Martins ressaltou que a retomada do mercado de trabalho só deve se consolidar com mais força a partir de 2019. “A economia começa a dar sinais de recuperação, mas muito timidamente perto do que passamos nos últimos dois anos. O nosso patamar de comparação com 2016 é ruim porque foi um ano muito difícil. A expectativa é de um 2018 melhor, com a economia realmente voltando a crescer de forma sustentável. Mas há riscos, como a corrida eleitoral, que podem impactar a recuperação”, disse.

Ele salientou que o dado mais importante sobre a desocupação é que nos últimos dois meses ela manteve uma estabilidade e parou de subir como aconteceu durante o ano passado e parte de 2017. Martins disse que a cidade com a maior taxa de desemprego na RMC é Morungaba com 17,5% da PEA.

“A cidade registrou em outubro um total de 2.249 pessoas sem trabalho”, apontou. A menor taxa, segundo o economista, foi encontrada em Engenheiro Coelho com 7,58%, que representava apenas 696 pessoas sem emprego.

Já Campinas fechou outubro com 12,59% da PEA sem ocupação, o equivalente a 90.051 trabalhadores sem emprego. “Em outubro do ano passado, a taxa era 12,42% da PEA. Neste ano, está acima desse patamar. Estamos gerando empregos, mas não o suficiente para recolocar a grande quantidade de pessoas que perdeu o trabalho nos últimos anos na cidade”, concluiu Martins.