Publicado 05 de Dezembro de 2017 - 0h00

Por Carlo Carcani Filho

A Ponte Preta encerrou sua participação no Brasileirão 2017 com quatro pontos a menos do que o Vitória, time que ficou em 16º lugar, a colocação necessária para garantir a permanência na divisão em 2018.

Seria simples apontar dois ou três jogos nos quais a Macaca poderia, sem muito sacrifício, ter conquistado esses pontinhos que lhe fizeram tanta falta. Mas acho mais interessante constatar como o time fracassou diante de Atlético-GO, Avaí, Coritiba, Vitória e Sport, clubes com os quais lutou pela sobrevivência na reta final.

Dos 30 pontos que disputou com cinco dos seis piores times do campeonato, a Ponte Preta foi capaz de conquistar apenas nove. O aproveitamento de apenas 30% contra concorrentes diretos foi desastroso. E, importante salientar, nenhum deles faz parte do grupo dos 12 grandes clubes brasileiros. São clubes com orçamentos semelhantes.

Mesmo assim, a Macaca venceu apenas dois desses dez jogos tão importantes. Na estreia, fez 4 a 0 em um Sport que veio ao Majestoso recheado de reservas. Também em casa, goleou o Coritiba por 3 a 0.

Na outras três partidas em Campinas, perdeu para Atlético-GO (3 a 1), Avaí (2 a 1) e Vitória (3 a 2). Fica fácil detectar que o rebaixamento poderia ter sido evitado com um mínimo de competências nessas três partidas.

Fora de casa, a Ponte também foi mal no confronto direto com os piores times do Brasileirão. Conseguiu um ponto em Recife, Florianópolis e Curitiba e voltou de mãos vazias de Goiânia e Salvador.

Já escrevi muitas vezes e ainda vou escrever outras tantas que o Brasileirão é um dos campeonatos mais equilibrados do mundo e que não é fácil, nem mesmo para alguns grandes, passar temporadas seguidas sem preocupação com o rebaixamento.

Mas a Ponte, depois de realizar as suas duas melhores campanhas na era dos pontos corridos, tinha condições de ser um pouco mais competitiva, pelo menos contra concorrentes diretos.

O clube não conseguiu fazer isso porque errou demais dentro e fora de campo. A demissão de Gilson Kleina foi compreensível, já que seu desgaste no clube era enorme. Mas o problema, mostram os números, não era o treinador que foi vice-campeão paulista. Demitido no Majestoso, Kleina foi a para Arena Condá. E lá contribuiu para que a Chapecoense fizesse a melhor campanha do segundo turno, com 32 pontos.

A Ponte, com 16, foi a pior entre os 20 participantes. A incapacidade de pontuar bem ao menos contra os adversários mais fracos provocou a queda para a Série B.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho