Publicado 30 de Novembro de 2017 - 16h46

Por Estadão Conteúdo

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 28 de novembro apontam para um aumento de 0,5% no consumo de energia elétrica no País na comparação com o mesmo período de 2016, para 60.653 MW médios. Já a geração cresceu 0,2% no mesmo período, para 62.789 MW médios. As informações constam em boletim semanal publicado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Apesar da expansão do consumo, o mercado regulado, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, segue registrando retração, influenciada pela migração de consumidores para o mercado livre. Em novembro, até o dia 28, a queda foi de 2,6%. Sem o efeito da migração, o chamado mercado cativo teria elevação de 1% no consumo.

O Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, registrou, por sua vez, um aumento de 8,7%, montante que leva em conta a inclusão de novos consumidores no segmento. Desconsiderando a migração, o consumo apresenta diminuição de 0,2%.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de metalurgia e produtos de metais foi o que mais cresceu: 4,6%.

Os segmentos de veículos (+3,9%) e saneamento (+3,4%) também registram expansão no consumo, mesmo sem o efeito da migração na análise. As maiores baixas foram observadas na indústria de madeira e papel e celulose (-6,8%), minerais não-metálicos (-6,4%) e transporte (-3,9%).

Geração

Na geração, a CCEE destacou o crescimento na produção de usinas térmicas (+21,7%) e de usinas eólicas (+13,9%). Já a produção da fonte hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, apresentou queda de 8,3% ao longo de novembro, refletindo o cenário hidrológico desfavorável.

A CCEE estima que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, em novembro, o equivalente a 66,2% de suas garantias físicas, ou 39.197 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o porcentual é de 70,5%.

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