Publicado 22 de Julho de 2016 - 20h25

Por Moara Semeghini

Moara Semeghini

[email protected] FOTOS: Cedoc/ Arquivo pessoal

O desaparecimento da modelo Aline Godoi Furlan, de 28 anos, completou uma semana ontem e a polícia não tem pistas sobre o paradeiro da jovem. Ela foi vista pela última vez na madrugada de 15 de julho, antes de sair do bar Cachaçaria Água Doce, em Piracicaba. Muito abalada, a família de Santa Bárbara DOeste espera ansiosa pelo retorno de Aline.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Marcos Dultra, Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Piracicaba, disse ontem que a polícia realizou buscas nas rodovias que cercam a cidade, na rodovia SSP-304 e nos arredores de área rural, e também no Horto Florestal Tupi. Ele disse também que o helicóptero Águia da Polícia Militar sobrevoou a região durante a semana, e não localizou nem o carro da modelo, um Corolla prata com placa EBQ-6627, de Santa Bárbara d’Oeste.

A polícia descartou da investigação a hipótese de que a modelo poderia ter se envolvido em um acidente nas estradas que cercam a cidade.

A mãe de Aline, Creuza Pereira Furlan, 57 anos de idade, concedeu entrevista à Gazeta de Piracicaba, do Grupo RAC. "É uma angústia tão grande que não dá para explicar. Não aguento mais tanta dor. Sinto que estou no fim". Todos os dias, segundo Creuza, quando voltava para casa, na área central de Santa Bárbara, a jovem lhe telefonava e avisava: "mãe, já cheguei".

"Eu ficava tranquila porque sabia que ela já estava em casa", revelou Creuza. "Agora, quando toca o telefone, minhas pernas amolecem", acrescentou. Com o semblante muito abatido, a mulher conta não desistir de encontrar a filha viva.

Aline, segundo a mãe, está com depressão e toma remédios controlados. Porém, os medicamentos estão em casa.

Depoimento

O ex-namorado da jovem prestou depoimento nesta quinta-feira na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Piracicaba. A Polícia Civil não divulgou os detalhes do depoimento, que estão sob sigilo. O delegado disse que não divulgará informações até que as investigações sejam concluídas. A advogada de Creuza, Daniele Helleno, informou que, a pedido da polícia, a família de Aline não dará mais informações para a imprensa sobre o caso.

Câmeras do Detecta - sistema de monitoramento e alarmes que auxiliam policiais no combate à crimes do estado - registraram imagens de um carro semelhante ao de Aline, que a polícia pensou se tratar do carro da modelo, segundo Daniele. "Essa possibilidade foi descartada porque o Thiago (ex-namorado de Aline) viu as imagens e disse que a mulher que dirigia o veículo não era ela" , afirmou Daniele. A advogada disse ainda que o carro de Aline tinha faróis de milha, e que o das imagens não teria. "Acredito que amanhã (hoje) a polícia fará uma blitz mais detalhada nas estradas rurais da cidade" , afirmou Danielle. A advogada informou anteontem que a polícia pediu as imagens das câmaras de segurança da cachaçaria onde Aline estava e a quebra do sigilo telefônico dos dois celulares que ela possui. Ela disse que a jovem tinha o hábito de passar o fim de semana fora da cidade, com amigos. Mas sempre atendia o telefone para falar com os pais e voltada para Santa Bárbara no início da semana.

O Correio divulgou no início da semana que um conhecido da modelo teria conseguido a informação de que um carro igual ao de Aline e com a mesma placa teria sido multado em Mogi das Cruzes após o sumiço da modelo. A informação, passada por uma amiga da modelo, foi negada pela polícia ontem.

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