Publicado 22 de Julho de 2016 - 19h02

Por Shana Maria Maciel Pereira

Shana Pereira

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Após 48 dias, os locais atingidos pelo fenômeno climático microexplosão continuam com os trabalhos de recuperação. Há lugares como o Educandário Eurípedes, na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, onde os serviços permanecem paralisados devido aos estragos causados pela tempestade que caiu na cidade no dia 5 de junho. Outros pontos afetados foram o condomínio San Conrado, em Sousas, os colégios São José e a Maple Bear, no Parque Taquaral que ainda passam por reformas.

No Educandário por exemplo, a creche que atende 220 crianças voltará a funcionar somente no começo de agosto. De acordo com Feliciano Campos Ursulino do conselho de gestão da entidade, a reforma do prédio ficou aproximadamente em R$ 650 mil. Um dos danos mais relevantes foram em decorrência do telhado que está entrando na fase final dos reparos. Já a área interna foi refeito toda a parte de hidráulica e elétrica. Algumas salas estão recebendo pisos e todo o espaço receberá nova pintura. “Com a solidariedade das pessoas conseguimos a quantia necessária para a recuperação. Ainda falta algumas coisas para organizar e espero que no começo do mês voltaremos a atender as crianças e adolescentes”, afirmou Ursulino.

A Escola Salesiana São José, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, as aulas foram normalizadas duas semana depois do temporal. Segundo a direção, 90% dos reparos estão concluídos, e as 14 salas de aulas que ficaram danificadas foram a prioridade nos reparos dos primeiros dias. “Falta terminar a reforma do ginásio e também estamos aproveitando o período das férias para concluir algumas podas nas árvores e reparos no piso externo. Em setembro faremos o replantio de 49 espécies que foram arrancadas”, disse Matheus Carvalho de Almeida.

Em alguns pontos do condomínio San Conrado, em Sousas, o cenário ainda é de devastação. Muitos galhos, troncos de árvores e entulho são observados pelos moradores. Pedreiros trabalham na recuperação das residências. O balanço realizado pela administração do condomínio, cerca de 300 casas foram atingidas. A galharia e o entulho estão sendo recolhidos e levados para o aterro Delta A e a estimativa para a conclusão dos trabalhos é de mais 15 dias, explica o presidente do condomínio Sebá Torres. “Estamos tentando tirar o ar de desastre das ruas. Mas, muitas casas ainda estão sendo reconstruídas, então é possível ver muito trabalhadores nos locais afetados”, disse. Torres informou que grande parte da flora destruída do condomínio será recomposta em conjunto com o Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Na Escola Canadense Bilíngue Maple Bear, no Parque Taquaral, para não afetar o calendário letivo, os 180 alunos do Ensino Infantil e Fundamental 1 foram deslocados para outras unidades. Segundo o diretor administrativo Hildo de Abreu Júnior, árvores de 50 anos foram arrancadas e um prédio da escola foi reconstruído. “A partir de segunda-feira voltaremos a normalidade. O nosso maior estrago foi a vegetação. E estamos replantando algumas espécies”, afirmou.

O Galleria Shopping que também foi afetado pelo fenômeno, está com o atendimento ao público normalizado. No condomínio Galleria Boulevard, as residências que tiveram os telhados atingidos já estão restabelecidos. Os danos causados no ateliê do Luddy Ferreira foram reparados.

Números

Fonte: Defesa Civil

1571 pessoas afetadas

1800 quedas de árvores

11 escolas

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Shana Maria Maciel Pereira