Publicado 21 de Julho de 2016 - 14h23

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Arquivo

O advogado José Beraldo pediu o aumento na pena do empresário José Augusto Cardoso Filho, dono da moto aquática que atropelou e matou a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, no dia 18 de fevereiro de 2012, na praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral Paulista. A garota era moradora de Artur Nogueira. O empresário foi condenado a prestar serviços à comunidade por dois anos e quatro meses. Beraldo quer que a pena seja ampliada para quatro anos. “É muito pouco dois anos. Ele cometeu um crime. Além disso, parte da pena deve ser em regime fechado”, disse.

A condenação do empresário foi publicada no dia 11 de março de 2016, no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na sentença, expedida pela 1ª Vara Criminal de Bertioga, o juiz condenou Cardoso Filho pelos crimes de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e lesão corporal culposa.

A moto aquática pertence ao empresário, mas quem usava o equipamento no dia do acidente foi um adolescente de 13 anos, afilhado de Cardoso Filho, que teve como sentença medida socioeducativa de liberdade assistida.

Além da morte da pequena Grazielly, uma outra mulher ficou ferida quando a moto acelerou e disparou contra as vítimas.

Beraldo entrou com o recurso na semana passada. No próximo dia 12, ocorrerá a primeira audiência de indenização no Fórum de Bertioga. O advogado pede R$ 11,5 milhões de indenização por danos morais e materiais. A audiência será realizada a partir das 13h.

No dia 4 de março deste ano, a Justiça absolveu o mecânico e o proprietário da oficina mecânica que puseram óleo na moto envolvida no acidente. Thiago Veloso Lins, dono de uma garagem náutica em Bertioga, e o mecânico Aílton Bispo de Oliveira, que trabalha no local, foram inocentados pelo juiz Fábio Sznifer, do Foro Distrital de Bertioga.

Em outubro do ano passado, o caseiro do empresário, Erivaldo Francisco de Moura, foi condenado a um ano e dois meses de detenção, mas a pena foi substituída por prestação de serviços comunitários. Ele foi condenado por homicídio culposo e lesão corporal porque levou a moto da casa até a faixa de areia, entregando-a para o afilhado do empresário.

Segundo testemunhas, o jovem ligou a moto aquática sem estar sentado nela e sem prender a chave de segurança ao seu corpo, o que possibilitaria o desligamento da embarcação quando ela disparou.

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Alenita de Jesus