Publicado 20 de Julho de 2016 - 17h07

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Na reta final para a escolha dos candidatos ao cargo de prefeito, vice e vereador, o jogo que parecia definido em Campinas foi novamente embaralhado nos últimos dias. O prazo para a realização das convenções começou ontem e vai até o dia 5 de agosto. Até lá, muita coisa pode mudar. Com pressão da executiva estadual, o PMDB adiou sua convenção, que seria realizada ontem, e remarcou o encontro para a próxima semana. Os dirigentes estaduais querem que o partido faça a coligação com o PSD, de Artur Orsi, enquanto os peemedebistas de Campinas defendem a manutenção da aliança com o prefeito Jonas Donizette (PSB). Os demais partidos e candidatos também entram na discussão final sobre suas alianças e uma possível saída do PMDB da coligação de Jonas pode abrir espaço para outras legendas deixarem a aliança, que conta atualmente com 20 partidos. Outro que pode surpreender e mudar o indicado a vice de Jonas é o PSDB. O partido admite que estuda três opções. Além de Henrique Magalhães Teixeira, os outros dois nomes são o advogado Flávio Henrique Pereira, ex-secretário de Gestão e Controle, e Paulo Sabioni, o Periquito, secretário de Esportes de Valinhos.

Presidente interino do PMDB, Arnaldo Salvetti, secretário de Trabalho e Renda, é um dos principais defensores da manutenção do apoio a Jonas. Ele negou que o adiamento da convenção tenha a ver com uma possível mudança de rumos do partido. “Adiamos a convenção por causa da adequação da chapa proporcional com a composição do DEM, e pode ter outro partido. A majoritária não vou falar que é impossível, mas é difícil mudar. Foi discutido lá atrás com as executivas estadual e nacional”, afirmou. A convenção do partido ainda não data definida e será entre os dias 25 e 27.

Apesar de Salvetti praticamente descartar que o PMDB sairá da coligação de Jonas, o pré-candidato a prefeito pelo PSD, Artur Orsi, admite que existem conversas para uma aliança entre os dois partidos, que envolveria não só Campinas, mas outras cidades. “Essa conversa está sendo feito numa articulação geral no Estado e nacional e foge a minha alçada. O Guilherme (Campos, presidente dos Correios) e o Kassab (Gilberto, ministro de Ciência e Tecnologia) que estão fazendo, porque envolve projeto de aliança em outras cidades”, disse Orsi. Se a aliança entre os dois partidos for fechada, o PMDB deve indicar o vice. “Seria um caminho natural eles indicarem o vice. Nós estamos conversando com outros partidos, mas ainda não existe uma definição”, completou Orsi. A convenção do PSD ainda não tem data marcada.

Não é apenas o apoio do PMDB que corre risco na coligação do atual prefeito. A permanência de Henrique Magalhães Teixeira (PSDB) na vaga de vice também foi colocada à prova. A informação é que o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB) quer no posto Flávio Henrique Costa Pereira, ex-secretário da Administração e que foi advogado da campanha de Aécio Neves em 2014. Os tucanos discutem o fortalecimento do nome do vice internamente há meses. Outra possibilidade é Paulo Sabioni, o Periquito, secretário de Esportes de Valinhos. Henrique ainda é o preferido de Jonas por ser discreto e não atropelar o Executivo. De olho na possibilidade de lançar um candidato em 2020, eles querem ter alguém com mais representação no posto.

O presidente do diretório do PSDB em Campinas, Beto Cavallaro admite a disputa entre os três nomes. “Nós temos no partido mais pessoas qualificadas também para ser vice e alguma delas se manifestaram querendo. O partido não pode impedir e não pode deixar de discutir com todos. Tínhamos cinco nomes, dois declinaram, e dos inscritos ficaram o Periquito, o Henrique e o Flávio”.

O deputado federal Carlos Sampaio nega qualquer articulação neste sentido e diz que “vai apoiar o nome a vice que for de consenso dentro do partido”. A convenção do PSDB acontece no domingo, mas a definição pode sair somente na próxima semana, antes da convenção do PSB, dia 31.

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