Publicado 20 de Julho de 2016 - 15h52

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Divulgação

Policiais Civis do 13º Distrito Policial (DP) no bairro Cambuí em Campinas capturaram na noite de anteontem, um pedreiro de 37 anos acusado de integrar uma quadrilha que sequestrou, em 2006, uma universitária de 17 anos e chegou a dar marretadas na vítima como forma de pressionar a família a pagar o resgate. Osmar Santiago Moreira estava foragido desde março de 2008, quando o juiz da 4ª Vara Criminal, Caio Ventosa Chaves concedeu mandado de prisão preventiva. Moreira foi preso quando saia de casa com uma mulher, no Jardim Minda, em Hortolândia.

A captura do suspeito aconteceu após três meses de investigação. Segundo o delegado José Roberto Rocha Soares, a polícia até então não conseguia localizar Moreira, conhecido no meio policial como Teica, por que ele sempre mudava de endereço. "Chegamos em três endereços que ele poderia estar e passamos a monitorar. Um deles era em Hortolândia", contou o delegado.

No fim da tarde de anteontem, os investigadores montaram campana na frente de um conjunto habitacional no Jardim Minda até que por volta das 19, Moreira deixava o local com uma mulher. Segundo os investigadores, o suspeito tentou fugir, mas acabou desistindo.

Segundo Rocha, o suspeito tem diversas passagens criminais entre elas roubo a banco, mas era procurado pelo sequestro da universitária.

Segundo a polícia, Moreira fez a parte logística no sequestro. Ele conhecia os sequestradores e forneceu celular para os criminosos.

Na época, a jovem foi sequestrada quando seguia para a Faculdade, no bairro Swift. Ela ficou 32 dias em cativeiro. A vítima era filha de um usineiro e ganhou repercussão na região. Um dos integrantes do bando era conhecido no meio policial como espingarda e para torturar a garota, o criminoso deu marretadas no ouvido dela. Mesmo a família pagando o resgate, os bandidos ainda seguraram por mais cinco dias a jovem. O caso foi acompanhado pela Delegacia Especializada Anti-sequestro de Campinas (Deas), que conseguiu prender parte do bando. Na época, segundo os policias, havia informações de Moreira ajudava no sequestro, mas ele não foi localizado. A polícia só conseguiu provar a participação dele no crime após prender a quadrilha e localizar o celular cedido por ele.

O suspeito ainda não foi julgado e vai responder ao processo encarcerado, segundo Rocha.

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Alenita de Jesus