Publicado 19 de Julho de 2016 - 18h06

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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Onze anos depois de sua despedida da Ponte Preta, o ex-meia Piá voltou a pisar o gramado do CT do Jardim Eulina. Desta vez, usando o uniforme do Independente de Limeira, que disputa a Copa Paulista e veio a Campinas para um jogo-treino ontem com os reservas da Macaca. “É um time jovem, com jogadores de potencial e que podem se destacar no futebol”, disse, o ex-camisa 10, que inicia uma caminhada como auxiliar-técnico.

Depois de “bater cabeça” por aí, se envolver em problemas com a Polícia e perder quase tudo o que conquistou em 15 anos de atleta profissional, Piá afirma que só quer iniciar uma nova fase. “Estou começando um novo trabalho e meu sonho é ser treinador. Para isso, estou estudando e me preparando com calma”, conta.

Feliz por poder voltar ao clube que defendeu por quase cinco anos, Piá não escondeu a emoção. “Tem muita gente aqui que ainda é do meu tempo. Desde o Gustavo Bueno (gerente) e o Marcão Rossato (segurança), até o Eduardo Baptista (treinador) que já estavam aqui na época que eu jogava. Passa um filme bonito na minha mente”, afirma.

Piá chegou ao Moisés Lucarelli em 1999 vindo do Santos. Foi a maior transação do clube que pagou 1 milhão de dólares pelos direitos do meia. Ficou até o início de 2004, quando acertou um bom contrato com o Corinthians.

Depois de passar por diversos outros clubes, retornou ao Majestoso, em setembro 2005, onde ficou por cerca de três meses, já em final de carreira. “Foi um tempo muito bom aqui na Ponte. Só fiz amizades”, garante. Ao todo, foram 153 jogos, 17 gols marcados, algumas confusões e contusões no joelho.

Durante a participação no programa Bola da Vez, do canal ESPN, Piá chegou a dizer que a Ponte ficou lhe devendo um bom dinheiro. A informação corresponde com reportagem publicada pelo Correio Popular em dezembro de 2003, em que a diretoria admitia uma dúvida próxima de R$ 700 mil. O valor seria referente a 11 meses de salários e premiação. “Ficou uma dívida sim, mas nunca entrei com ação contra a Ponte Preta. O tempo passou e hoje já não tem nem como contestar mais nada”, admite o ex-camisa 10. A diretoria alvinegra, por sua vez, garante nunca teve qualquer pendência.

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Paulo César Dutra Santana