Publicado 18 de Julho de 2016 - 17h39

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Dominique (da lagoa e do bosque)

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

Pavões que viviam no Parque Taquaral foram transferidos há dois meses para o Bosque dos Jequitibás, devido a precariedade do viveiro que ficava próximo ao portão principal do parque. O setor de veterinária do bosque informou que as seis aves chegaram com verminose, provavelmente causada pela umidade e frio decorrente de um espaço inadequado, conforme justificou a Secretaria de Serviços Públicos. A pasta afirma que foram três aves transferidas para o bosque.

A estrutura do viveiro foi desmontada e os troncos de madeira e parte do alambrado que circundava o local - de aproximadamente quatro metros de altura - ainda estão no local. Muito visitado pelas crianças, o espaço em ruínas deixou saudades na publicitária Cláudia Sacoli, de 42 anos, que estava na tarde de onte com o filho Davi passeando na lagoa. “A gente passava obrigatoriamente no viveiro antes de passear pela lagoa, só para o Davi ver os pavões”, lembra a mãe.

De acordo com a pasta, não há nenhum projeto programado para ocupar o espaço que era das aves. “No bosque as aves receberão melhor tratamento, e estarão em um espaço que possui autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente)”, justificou a secretaria por meio da assessoria de imprensa.

No bosque os pavões estão em um recinto separado recebendo tratamento. Assim que curados poderão ocupar os viveiros de visitação. Mantendo um viveiro sempre higienizado, com água limpa e fresca, é possível fazer com que o pavão viva o seu período médio de vida, que é 16 anos.

Desde sua origem na Ásia, onde o pavão foi considerado animal sagrado por certo tempo em vários países orientais, a ave gosta de dormir em lugares altos, para preservação da espécie. Por isso é importante ter no viveiro com poleiro de madeira.

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Adagoberto F. Baptista