Publicado 18 de Julho de 2016 - 17h14

Por Raquel Valli

Raquel Valli

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Fotos: Patrícia

As novas regras de inspeção de passageiros que passaram a valer ontem para o embarque doméstico impactaram em diversos aeroportos do País. Em Campinas, as filas só se formaram pela manhã, quando o movimento é mais intenso, mas já havia sido normalizado pouco antes do meio-dia. O Aeroporto Internacional de Viracopos é um dos poucos no Brasil que conta com os equipamentos de segurança na área de embarque doméstico, que passaram a ser exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na prática, quem for embarcar para qualquer lugar no Brasil agora passará por um processo de revista semelhante ao que enfrenta quem faz um voo internacional. A Anac, ao promover a mudança, negou que o esquema passaria a valer apenas por causa da Olimpíada. O esquema especial para o jogos passou a valer ontem com a ampliação do quadro de funcionários e estruturas.

Apesar de Viracopos não ter sido impactado com filas, a orientação da Anac para todos os aeroportos é de que passageiros de voos domésticos cheguem ao terminal com uma hora e meia de antecedência para embarcar. Em voos internacionais, a antecedência solicitada é de 3 horas.

Os novos procedimentos de segurança para voos domésticos incluem a retirada de notebooks e objetos metálicos das bagagens de mão (porque interferem no raio x) e revistas físicas de passageiros, incluindo de crianças, mesmo que o scanner não tenha apitado. A mesma orientação serve para as bagagens de mão, que poderão ser revistadas mesmo que o raio x não tenha alertado para tanto.

A recusa do passageiro quanto à abertura da mala causará a proibição de acesso à área de embarque.

A revista poderá ocorrer em local público ou reservado, a critério do passageiro e dos agentes de proteção da aviação civil. Será feita com presença de testemunha. Para agilizar o embarque, a Anac recomenda aos passageiros que retirem os objetos metálicos das bagagens antes de chegarem ao pórtico de raio x, não deixando para fazê-lo quando já estiverem lá.

As medidas agradaram os viajantes e os parentes dos passageiros ontem em Viracopos. “Quanto mais segurança melhor”, declarou Marcelo Noronha a caminho de Goiânia (GO). Marcelo estava acompanhado da mulher, Silva, que tem a mesma opinião. “Eu não me incomodaria de passar por revista se for por mais segurança”, afirmou a passageira.

Adriana Perussi, mãe da estudante de medicina Daina Perussi, sentiu-se aliviada com as novas medidas. “Quanto mais seguro, melhor para as mães”, disse, aguardando o embarque da filha para Teresópolis (RJ), onde a universitária estuda.

Incremento

“Viracopos está equipado hoje além da demanda. Conta com 12 pares de raio x e scanners: oito para o embarque doméstico e quatro, para o internacional, que podem ser realocados de acordo com a necessidade dos terminais”, informa o diretor de Operações da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Marcelo Mota.

Para os jogos, o terminal implantou o programa Viracopos Olímpico, com cinco grandes grupos de atuação: investimentos em infraestrutura, com o novo terminal; em equipamentos, com câmaras de reconhecimento facial; em recursos humanos, com treinamento para atender passageiros com necessidades especiais, capacitados em inglês; em processos, que simulam recepção de chefes de Estado; e em Tecnologia da Informação (TI), com um centro de operações integrado.

O Centro Integrado de Gestão Aeroportuária (Ciga) reúne em um mesmo espaço e com operação integrada e colaborativa, o Centro de Operações do Aeroporto (Coa), o Centro de Operações de Emergência (Coe) e Monitoramento, e o Centro de Despacho da Manutenção e o Help Desk de TI.

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Raquel Valli