Publicado 24 de Julho de 2016 - 18h12

Por Estadão Conteudo

As Forças Armadas iniciaram à 0 hora deste domingo o policiamento em áreas do Rio de Janeiro

TASSO MARCELO/ AFP

As Forças Armadas iniciaram à 0 hora deste domingo o policiamento em áreas do Rio de Janeiro

As Forças Armadas iniciaram à 0 hora deste domingo o policiamento em áreas do Rio de Janeiro. Ao todo, 22.015 oficiais e praças vão atuar na capital fluminense até o fim da Paralimpíada, em 18 de setembro. Os militares terão poder de polícia e poderão prender qualquer pessoa que esteja praticando crime ou tenha contra si uma ordem de prisão pendente.

Embora possam atuar em qualquer ponto da cidade, os agentes ficarão concentrados nos quatro polos olímpicos (Barra da Tijuca e Deodoro, na zona oeste, Copacabana, na zona sul, e Maracanã, na zona norte), em vias expressas, estações de trem, na orla (de Copacabana até a Barra da Tijuca), na usina nuclear de Angra dos Reis (sul fluminense) e na refinaria de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), entre outros trechos. Neste domingo, a reportagem constatou diversos pontos de bloqueio em vias como a Linha Amarela, a avenida Brasil, a Transolímpica e a orla de Copacabana.

Inicialmente seriam mobilizados cerca de 18 mil militares, mas em 15 de junho o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles (PP), pediu ao presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), um reforço na segurança do Estado. O contingente foi então ampliado para 22 mil agentes, sendo que 5.847 ficarão em Copacabana, 4.713 em Deodoro, 2.169 na região do Maracanã e 2.002 na Barra da Tijuca.

Os demais serão distribuídos pela cidade e haverá ainda um grupo extra de aproximadamente 3.000 militares que permanecerá de sobreaviso para o caso de alguma emergência. Os militares vão dispor de 60 navios ou embarcações menores, 1.169 viaturas, 70 blindados, 34 helicópteros e 174 motocicletas.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, elogiou o esquema de segurança. Ele concedeu entrevista coletiva neste domingo, na sede do Comando Militar do Leste, no Rio, e afirmou que a princípio os militares não vão ingressar em áreas onde há conflitos mais frequentes, como as favelas, porque a PM tem maior conhecimento dessas regiões.

Além dos militares, também participam do esquema de segurança da Olimpíada as polícias Civil, Militar e Federal e a Força Nacional de Segurança. Em todo o Brasil (já que haverá jogos de futebol em cinco cidades além do Rio, e também foi preciso reforçar o policiamento em fronteiras), o esquema de segurança para a Olimpíada mobiliza 88 mil pessoas, segundo os militares.

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