Publicado 20 de Julho de 2016 - 21h33

Por France Press

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa o clérigo Fethullah Gulen de instigar a rebelião militar

Adem Altan/France Press

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa o clérigo Fethullah Gulen de instigar a rebelião militar

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou, nesta quarta-feira à noite (20), a instauração do estado de emergência nacional por três meses, após a tentativa de golpe militar na semana passada, e garantiu que não fará "qualquer concessão" em relação à democracia.

"Nosso Conselho de Ministros decidiu instaurar o estado de emergência durante três meses", anunciou o chefe de Estado em entrevista coletiva depois da reunião.

A medida é "necessária para erradicar rapidamente todos os elementos da organização terrorista envolvida na tentativa de golpe de Estado", declarou Erdogan, em referência aos aliados do clérigo Fethullah Gulen, acusado de instigar a rebelião militar.

Exilado nos Estados Unidos, Gulen condenou a tentativa de golpe desde o início.

Erdogan ressaltou que não fará qualquer "concessão" em seu compromisso com a democracia, após seu regime ser alvo de críticas de vários países, especialmente diante da demissão de milhares de funcionários públicos em decorrência da tentativa de golpe.

"Jamais faremos concessões em relação ao nosso compromisso com a democracia", garantiu Erdogan ao discursar em Ancara. O estado de emergência "absolutamente não viola a democracia, as leis e a liberdade, muito pelo contrário, visa exatamente a proteger e reforçar estes valores".

Segundo o último boletim oficial, a tentativa de golpe, deflagrada na noite da última sexta-feira (15), deixou 312 mortos, sendo 145 civis, 60 policiais, três soldados e 104 "rebeldes".

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