Publicado 19 de Julho de 2016 - 22h32

Por France Press

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, está ordenando os testes com os mísseis balísticos

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O líder norte-coreano, Kim Jong-un, está ordenando os testes com os mísseis balísticos

A Coreia do Norte informou, nesta quarta-feira (20), que os recentes testes de mísseis foram uma simulação de ataques nucleares contra alvos americanos na Coreia do Sul.

Os tiros de três mísseis balísticos realizados na véspera, ordenados e supervisionados pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, simularam ataques nucleares preventivos contra portos e aeroportos sul-coreanos onde há material militar americano, declarou a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

Os disparos foram destinados a examinar "as características operacionais dos sistemas de detonação de ogivas nucleares dos mísseis balísticos a uma certa altitude sobre uma zona determinada", destacou a KCNA.

Na terça-feira (18), a Coreia do Norte lançou três mísseis balísticos sobre o Mar do Japão, dias após Pyongyang ameaçar com uma "ação física" o sistema antimísseis americano instalado na Coreia do Sul.

Dois mísseis Scud, lançados da cidade de Hwangju, percorreram uma distância entre 500 e 600 km sobre o Mar do Japão, segundo o Estado-Maior da Coreia do Sul.

O terceiro míssil seria um Rodong, de médio alcance, lançado após os Scud.

Os Scud têm alcance para atingir a totalidade do território sul-coreano.

No dia 11 de julho passado, Pyongyang ameaçou com uma "ação física" o escudo antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) americano que será instalado na Coreia do Sul, considerado vital para a segurança dos sul-coreanos.

Os Estados Unidos reagiram aos disparos de terça, afirmando que denunciarão na ONU o teste, que viola as resoluções do Conselho de Segurança envolvendo a Coreia do Norte.

"Condenamos energicamente este e outros testes recentes de mísseis realizados pela Coreia do Norte, que violam as resoluções do Conselho de Segurança que, explicitamente, proíbem os norte-coreanos de realizar provas com tecnologia de mísseis balísticos", declarou o porta-voz do Pentágono, comandante Gary Ross.

"Vamos expressar nossas preocupações na ONU para reforçar a determinação internacional de responsabilizar a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) por estas ações provocativas".

O Conselho de Segurança já emitiu uma série de sanções contra Pyongyang, incluindo a proibição da realização de testes de mísseis balísticos.

Desde o quarto teste nuclear norte-coreano, no dia 6 de janeiro, seguido em 7 de fevereiro pelo lançamento de um foguete considerado um míssil balístico, a tensão não para de aumentar na península coreana.

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