Publicado 23 de Julho de 2016 - 5h30

O relatório bimestral de receitas e despesas de 2016 divulgado ontem pelo Ministério do Planejamento traz uma redução de R$ 8,96 bilhões nas receitas administradas pela Receita Federal estimadas para este ano em relação ao documento de maio. Essas receitas não incluem a arrecadação previdenciária nem recursos de concessões. Além de mostrar forte recuo em relação às previsões para o desempenho dos principais tributos cobrados no País, o documento abandona de vez a expectativa de arrecadação com a CPMF - ao menos este ano. Com a contínua retração da economia, o governo espera recolher R$ 2,99 bilhões a menos com o Imposto de Importação, cuja estimativa caiu de R$ 33,5 bilhões para R$ 30,5 bilhões. A arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também deve ser R$ 2,5 bilhões inferior ao previsto anteriormente, passando de R$ 45,87 bilhões para R$ 43,36 bilhões. No Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o recuo é de R$ 1,78 bilhão, com a estimativa caindo de R$ 36,67 bilhões para R$ 34,88 bilhões. O governo também excluiu de vez a previsão de arrecadação com a volta da CMPF este ano, de R$ 1,8 bilhão do relatório anterior para zero agora. Na rubrica “outras receitas administradas” a queda foi de R$ 3,81 bilhões, de R$ 20,68 bilhões para R$ 16,87 bilhões. Apesar da forte queda nessas receitas, o relatório traz estimativas melhores - mas em menor proporção - para outros tributos e contribuições, como a Cide-Combustíveis, por exemplo. (Estadão Conteúdo)