Publicado 07 de Julho de 2016 - 5h30

Os saques na poupança superaram os depósitos em R$ 42,6 bilhões no primeiro semestre deste ano. A retirada líquida (descontados os depósitos) supera o resultado também negativo registrado no primeiro semestre de 2015, quando ficou em R$ 38,54 bilhões, informou ontem o Banco Central (BC). Esse é o pior resultado para um primeiro semestre de toda a série histórica, iniciada em 1995. Em junho, a retirada líquida ficou em R$ 3,71 bilhões. Os saques da poupança somaram R$ 164,96 bilhões em junho e R$ 984,44 bilhões no primeiro semestre, superando os depósitos, que alcançaram R$ 161,24 bilhões e R$ 941,83 bilhões, respectivamente. A poupança tem registrado retirada expressiva de recursos. Desde janeiro do ano passado, o único mês em que foi registrado resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi dezembro de 2015 (R$ 4,78 bilhões). Com os juros altos, outras aplicações têm se tornado mais atrativas. Além disso, a poupança perdeu rentabilidade ante a inflação. A recessão econômica também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas. (Agência Brasil)