Publicado 25 de Julho de 2016 - 19h05

O horário é ruim, mas grave A Terra e a Sombra (Telecine Cult, 0h, 12 anos), do colombiano Cesar Augusto Acevedo (2015). Algo muito importante aconteceu no, até então, inexpressivo cinema colombiano nos últimos anos: leis para os audiovisuais foram incrementadas de modo que o país saiu de uma produção de dois filmes ao ano, 14 anos atrás, para sessenta em 2015. E mais: passou a ganhar prêmios no Exterior. O mais recente (e o mais importante da história do cinema colombiano) foi o Câmera de Ouro no Festival de Cannes, em maio do ano passado, justamente, com A Terra e a Sombra, do jovem diretor de 28 anos (seu primeiro longa). O próprio cineasta classifica o filme como duro e triste. Afinal, se trata da história melancólica de um pai que visita o filho à beira da morte vitimado pelo ar tóxico de uma usina de cana. Trata do fim do ciclo histórico de família de trabalhadores rurais. “Tudo chega tarde demais naquele lugar, a começar do pai ausente que retorna e da terra que se desvalorizou”, resume,na entrevista que fiz com ele.