Publicado 24 de Julho de 2016 - 5h30

O livro é dividido em três partes. A primeira conta, por meio de plantas, a história das fachadas. Também traz todo o resgate das obras de talha, das imagens do patrimônio, de toda a decoração da fachada, as pinturas, vitrais, e a cronologia da Matriz e de seu acervo. Até 1846 a Catedral era somente uma caixa de taipa, com um simples telhado.

Durante a pesquisa da obra, Paula encontrou informações que atribui a quatro entalhadores o conjunto total da talha: Vitoriano dos Anjos, Bernardino de Sena, Raffaelo de Rosa e Marino Del Fávero — os dois últimos italianos. Também foi possível atribuir obras a cada um, cuja autoria, até o momento, era desconhecida.

Pelo menos dez pessoas morreram na construção da fachada. A primeira queda foi em 1965, causada pela falta de fundação e infraestrutura. No ano seguinte a fachada veio abaixo e matou mais cinco funcionários. Depois da terceira queda, em 1873, os idealizadores do movimento contrataram para dar seguimento à obra o engenheiro Cristóvão Bonini, da Estrada de Ferro Sorocabana.

A impressão do livro foi financiada pela Arquidiocese e pela Catedral. Ele está sendo comercializado na própria Catedral e no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas, que tem a curadoria da própria Paula Barrantes. O museu ganhou uma nova sede, o Palácio Episcopal no bairro Nova Campinas, e foi todo reformulado. Para isso, foram necessários dois anos de trabalho para a transferência das peças da Catedral para a antiga residência dos bispos. Um trabalho realizado por uma equipe de sete pessoas, responsável pela preparação de um plano museológico e espográfico da instituição.