Publicado 20 de Julho de 2016 - 5h30

As quatro incubadoras neonatais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas estão quebradas há pelo menos dois anos, segundo informou o Conselho do Samu. Os equipamentos servem para transporte de bebês de alto risco e garantem que ele seja conduzido em temperatura apropriada e protegido de infecção. Sem os equipamentos, o Samu tem utilizado as incubadoras dos hospitais. “Mas chega uma época em que as incubadoras das maternidades são todas utilizadas. Elas não ficam lá esperando para serem emprestadas. Enquanto isso, o Samu deixa os quatro equipamentos que tem parados”, afirmou Cláudio Trombeta, conselheiro do Samu.

O coordenador do Samu, José Roberto Hansen, admitiu o problema, mas disse que isso não interfere no atendimento. “Quando precisamos fazer a transferência, é da própria maternidade e acabamos usando a incubadora do hospital. Não muda muito e não traz prejuízo, mas é complicado ter quatro equipamentos que poderiam estar funcionando e a manutenção fica a desejar”.

Segundo Hansen, os equipamentos vivem dando problema e apenas uma empresa está habilitada para fazer os reparos. “Não é porque a Prefeitura não está pagando. É porque empresa que faz manutenção das incubadoras vem, conserta e aí quebra de novo. Deixamos ligada, às vezes funciona um tempo, a gente desliga, quando vai ligar de novo não está funcionando. Não sei se é problema de peça ou da marca. Como não usamos tanto, deixamos ela lá guardada”.

Sindicato

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas, Afonso Basílio Júnior, disse que o Samu está sucateado. “As incubadoras são mais um item quebrado na lista de equipamentos que não funcionam no Samu”, disse. O conselheiro informou que será protocolado um documento requerendo providências urgentes à Secretaria de Saúde e ao prefeito Jonas Donizette (PSB). No mesmo documento também será solicitada a contratação de enfermeiros para as nove motolâncias que estão paradas no pátio do Samu à espera de profissionais habilitados.

Curativos

[TEXTO]

A re[/TEXTO]de de saúde de Campinas está sem material básico para fazer curativos. Entre os insumos em falta estão luvas, atadura, esparadrapo e algodão. “É na rede inteira e afeta também o Samu, porque também usam isso”, afirmou Trombeta. A falta do material ocorre há, pelo menos, dois meses. “O que acontece quando falta esse tipo de material é a improvisação. Batemos na tecla para o trabalhador não improvisar. Só que ele está envolvido com o trabalho e não quer deixar de assistir o paciente. Não dá para fazer o curativo sem luva, acabam então reutilizando”, afirmou Basílio Júnior.

Há relatos de que os profissionais estariam tirando dinheiro do próprio bolso para comprar material básico. Hansen nega que a falta do material esteja afetando o serviço do Samu.

Já a Secretaria de Saúde de Campinas informou que houve um problema na licitação com as empresas, mas já que já foi sanado e a situação deve ser resolvida nos próximos dias. Enquanto isso, está sendo feito remanejamento do estoque para contornar o estoque baixo.