Publicado 11 de Julho de 2016 - 5h30

Em 14 de julho a Guarda Municipal de Campinas, completará 19 anos de existência profícua. Em 1995, após consagradora vitória de Francisco Amaral nas urnas e, consequentemente sua assunção à Prefeitura Municipal desta Cidade, me foi dada a incumbência de como Secretário Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Publica, implantar de fato e de direito a milícia genuinamente campineira.

Como sempre, na sua grande sabedoria de jornalista, filósofo, advogado e homem público de dimensão nacional, passou ele as orientações, e em seguida todo o apoio necessário a colocar nas ruas de Campinas aquilo que era o desejo de décadas dos nossos cidadãos.

Primeiro finalizamos as etapas do primeiro concurso para a Guarda Municipal de Campinas, aberto pela Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, cujas atividades se iniciaram no governo de Edvaldo Orsi, e teve como primeiro Secretário Carlos Sampaio.

Após, foi criada a Academia Preparatória de Guardas Municipais de Campinas, objetivando a perenidade de um corpo de doutrina de Segurança Pública de caráter local e municipal, bem como a melhoria dos fundamentos da ordem e do respeito às instituições, pois um bom policial não se improvisa, se forma.

Daí o pioneiro policiamento ostensivo-preventivo-ético-cívico-educacional, que foi a base de formação dos seus componentes, que se integraram perfeitamente à Segurança Pública Municipal.

Eram apenas 7 (sete) comissionados, além de alguns servidores de carreira de outras secretarias destacados para a área administrativa e, ainda, colaboração de muitos outros que entenderam a empreitada, que se iniciava e, sem dúvida nenhuma, de uma dedicação intensa.

Foram cinco turmas de formação perfazendo o número aproximado de 450 guardas, em menos de quatro anos. Para se ter uma ideia do esforço da Administração municipal, e, evidentemente, dos nossos munícipes que pagam os impostos, hoje, passados 16 anos, não se tem nem o dobro disso!

Nesse período, foi reduzido o número de furtos em escolas municipais de dez para um mensais, se não me falha a memória, a par da possibilidade de trazer mais tranquilidade nos terminais de ônibus, praças públicas, postos de saúde e, ainda, cooperando com o policiamento em geral de Campinas.

Enfim, a novel polícia cumpria com sua missão constitucional.

Durante esses 19 anos a Guarda Municipal, como todo órgão público, teve acertos e desacertos. Passou por vários prefeitos e por várias maneiras de enxergar a sua trajetória.

Todavia, no próximo ano, em que chegará aos 20, não terá mais espaço para administrações empíricas, confusas, titubeantes e sem a devida consciência de sua importância no contexto social.

Com efeito, será necessário e imprescindível que suas atividades venham a cumprir com o seu distintivo símbolo, ou seja, o emblema composto por raios dourados, que apontam em todas as direções deste Município.

Para isso, aproveitando o momento por que passa o Brasil, abandonar improvisações “geniais” da demagogia querendo agradar a alguns em detrimento de muitos.

O ano de 2017, deverá ser o ano da consolidação da Guarda Municipal de Campinas, com planejamento realista e arrojado a um só tempo. A sua gerência deverá ser eficiente desde os altos escalões até aqueles de mais modestas atribuições, perseguindo o binômio trabalho e administração.

Um verdadeiro novo tempo, adotando princípios comprovados da Ciência da Administração, que se constituirão na chave infalível do progresso de suas atividades de serviço público municipal, de acordo com os ensinamentos de Henri Fayol, de que a função administrativa se compõe de previsão, de organização, de comando, de coordenação e de controle.

Parabéns aos seus integrantes, Guardiães de Campinas!