Publicado 08 de Julho de 2016 - 5h30

O PSB costura uma ampla coligação com 20 partidos para a campanha à reeleição do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), nas eleições de outubro. São 12 legendas a mais que a coligação de Jonas em 2012, quando venceu a disputa com um grupo formado por oito partidos. Cobiçado por outros pré-candidatos, o PMDB confirmou o apoio à reeleição do peessebista. O PSDB também segue a dobradinha com o prefeito e indicará mais uma vez o vice, com a provável manutenção de Henrique Magalhães Teixeira. Além do PSB, devem compor a coligação de Jonas PPS, DEM, PSDB, PCdoB, PMDB, PP, PSC, PSL, PMN, PTN, PR, PV, PRB, PROS, SD, PSDC, PTB, PMB E PRTB. Os apoios ainda precisam ser homologados nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. A mega-aliança do PSB garantirá ao prefeito cerca de 60% do tempo de propaganda na televisão e rádio. Outros partidos que têm pré-candidatos ao Palácio dos Jequitibás ainda não definiram as coligações e costuram apoios com partidos menores.

Presidente do PSB de Campinas e coordenador da campanha de Jonas, Wanderley Almeida, o Wandão, afirmou que a candidatura do prefeito será homologada na convenção do partido, que deverá acontecer na última semana de julho. Ele ressaltou que a coligação manteve praticamente todos os mesmos partidos de quatro anos atrás e agregou outras legendas. “Ontem (quarta-feira) fizemos uma reunião fechada e os presidentes dos partidos assinaram. Não tivemos praticamente nenhuma ruptura, somente o PTdoB e o PHS que não estão e tivemos acréscimo de muitos partidos”, disse. “O PMDB tá com agente desde o ano passado, o Arnaldo (Salvetti, secretário de Trabalho e Renda) está no governo com a gente e o acordo tá mantido”, afirmou.

Presidente em exercício do diretório do PMDB em Campinas, Salvetti disse que a participação do partido na coligação de Jonas é uma continuidade natural de um trabalho que, segundo ele, está sendo bem realizado pelo prefeito. “O apoio já estava fechado lá atrás, quando declaramos o apoio para o prefeito em uma reunião com o Jonas. Nossa convenção será por volta do dia 20, quando devemos homologar a participação na coligação. Acredito que não haverá problema”, destacou Salvetti. Ele negou que o partido tenha condicionado a continuidade do apoio a Jonas a uma maior participação do PMDB num possível segundo mandato do peessebista. “Não discutimos espaço, primeiro precisamos ganhar a eleição. Tenho certeza que o prefeito vai saber na hora certa reconhecer nosso apoio”.

Apesar de Wandão ter incluído o PSC entre os partidos que estarão na coligação, o deputado estadual Feliciano Nahimy Filho (PSC) garantiu que ainda não há nenhuma definição por parte da legenda. Segundo ele, ainda não está descartada a sua candidatura ao Palácio dos Jequitibás. “Não tem nada fechado e vamos decidir até o final da semana que vem. Estou recebendo muita ligação de apoio e estamos estudando as possibilidades. Estamos com 50% de ser candidato. Eu transito entre todos os partidos e agora é o momento de diálogo”.

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Com a ampla aliança formada em torno da reeleição de Jonas, o PSB terá o maior tempo de televisão e rádio, e a estimativa da direção do partido é que o prefeito terá sozinho cerca de 60% do tempo destinado à propaganda eleitoral, que terá 45 dias de duração, com início em 26 de agosto. “Temos uma estimativa do tempo de TV, mas ainda depende algumas variáveis. Teve recentemente uma decisão que altera um pouco, que o PMB não teria tempo de televisão. Mas calculamos que seria cerca de 60% ou pouco mais”, afirmou.