Publicado 25 de Julho de 2016 - 5h30

O Comitê Olímpico Internacional atendeu ao pedido das autoridades russas e optou por não suspender toda a delegação russa dos Jogos do Rio, numa decisão que promete abrir uma crise política sem precedentes. No lugar de tomar uma decisão, o COI anunciou que cabe a cada federação esportiva testar os atletas e decidir se os esportistas russos devem, ou não, ir aos Jogos.

"O COI não aceitará atletas russos, salvo se cumprirem as seguintes condições", indicou a entidade. Na lista, ela exige que as federações realizem testes em cada um dos atletas russos, usando padrões internacionais. Ontem, a entidade se reuniu de forma extraordinária em Lausanne (Suíça) para tomar uma decisão depois que uma investigação independente liderada pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) revelou que o governo russo de Vladimir Putin fraudou os testes de laboratório antes e durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, para beneficiar seus atletas e em dezenas de outros eventos.

A Wada havia pedido que nenhuma delegação russa estivesse no Rio e uma carta de 14 países diferentes também pressionava a entidade para adotar uma postura dura. Mas, alegando que não seria justo punir todos os 385 atletas russos sem considerar quem estaria limpo, o COI optou por apenas exigir que cada federação esportiva tome uma decisão. Os únicos atletas impedidos de ir ao Brasil serão os 67 do atletismo — a saltadora Darya Klishina, radicada nos EUA, foi liberada. (Estadão Conteúdo)