Publicado 25 de Julho de 2016 - 5h30

Arena lotada, clima agradável após o rival Corinthians tropeçar em casa. Tudo parecia perfeito para o Palmeiras vencer o Atlético-MG e ampliar a sua vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro para cinco pontos, mas o domingo foi de decepção para os palmeirenses. A equipe mineira se mostrou mais competente nas poucas chances de gol e derrotou o time alviverde por 1 a 0, no estádio Allianz Parque, pela 16 rodada.

Com o resultado, o Palmeiras se manteve com 32 pontos e viu a diferença para o segundo colocado cair para dois pontos, já que o Corinthians empatou com o Figueirense por 1 a 1 no sábado.

Pelas escalações das duas equipes, ficava clara a intenção de cada um. O Palmeiras, com três atacantes de velocidade, iria explorar as jogadas pelas laterais e tentar resolver o jogo o mais rápido possível, com tem feito na maioria de seus jogos. O Atlético, com três volantes, jogaria fechado e tentaria explorar os espaços deixados pelo adversário.

E foi justamente que aconteceu. O Palmeiras teve maior volume de jogo e ditou o ritmo da partida, mas teve muitas dificuldades para sair da boa marcação do Atlético. Tanto que, por diversas vezes, diminuiu a intensidade e tentou cadenciar o jogo, sempre explorando as jogadas com Róger Guedes pelo lado esquerdo, inicialmente, e depois no lado direito, após o atacante mudar de lado do campo.

O problema era que, sem espaço para tabelar, o Palmeiras começou a explorar os cruzamentos para a área. Um erro grosseiro para um time com três atacantes de velocidade, sem referência na área. Para piorar, Erik e Dudu tinham a incumbência de entrar na área e tentar o cabeceio, atacantes com 1,66 e 1,72 metro de altura, respectivamente.

O estreante Vagner passou segurança no gol do Palmeiras e foi muito bem quando exibido. Além de algumas saídas do gol fundamentais para não deixar os adversários entrarem livre na área, ele fez uma bela defesa aos 30’, em chute de Robinho de fora da área. Fernando Prass, com certeza, aprovou a atuação do substituto.

No segundo tempo, as duas equipes voltaram mais dispostas a arrumar confusão. Todo lance acaba em discussão. Em uma jogada na lateral, por exemplo, Jean e Robinho se enrolaram, sobraram chutões, empurrões e discussões, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Com o passar do tempo, os ânimos foram acalmados e o Atlético aproveitou. Aos 8’, na primeira boa jogada, sem chutões, feita pelos visitantes, eles abriram o placar. Após troca de passes entre Fábio Santos, Fred e Robinho, Leandro Donizete apareceu na área, recebeu passe na medida e bateu na saída de Vagner. Belo gol e pela primeira vez o Palmeiras saía atrás do marcador em casa neste Brasileirão.

Com o placar adverso, o técnico Cuca mexeu. Tirou Cleiton Xavier e colocou Lucas Barrios, para ter uma referência dentro da área. Depois colocou Alecsandro no lugar de Erik. O Atlético, seguro na defesa, foi pressionado nos minutos finais, mas com o Palmeiras claramente nervoso, conseguiu garantir a vitória fora de casa. (Estadão Conteúdo)

PALMEIRAS

Vagner; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos (Matheus Sales), Tchê Tchê e Cleiton Xavier (Barrios); Róger Guedes, Erik (Alecsandro) e Dudu. Técnico: Cuca.

A FRASE

"Faltou criatividade. Apostamos na bola cruzada rápida. Com time leve, não adianta cruzar bola alta.”