Publicado 25 de Julho de 2016 - 5h30

O Santos entrou de vez na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Graças, principalmente, a uma tacada de mestre de sua direção, que foi até a Colômbia buscar o atacante Copete, no Atlético Nacional. O reforço mais uma vez foi decisivo, dessa vez com um gol, uma assistência e participação decisiva no terceiro gol do triunfo sobre o Vitória, no estádio Barradão, em Salvador, por 3 a 2, pela 16 rodada.

A boa jornada de Copete em campo levou o Santos aos 29 pontos na tabela, três atrás apenas do líder Palmeiras, derrotado na rodada, e um atrás de Grêmio e Corinthians, que completam o G4. O torcedor santista está rindo à toa e tem motivos para tamanha euforia. Além de colar no bloco de cima, a equipe ainda fará os seus dois próximos jogos na Vila Belmiro, onde é quase imbatível, diante de Cruzeiro e Flamengo, enquanto que os concorrentes serão visitantes.

Pela primeira vez no Brasileirão, o Santos não pôde contar com os convocados olímpicos — Zeca, Thiago Maia e Gabriel. Caju, Léo Citadini e Copete foram as escolhas.

Aos 8’ de jogo, a rede balançou. Mas Serginho, ex-Santos e agora nos baianos, estava impedido e o lance acabou impugnado. O grito de gol, que já amadurecia, saiu aos 19’. Copete deu cruzamento para Vitor Bueno, que dominou e tocou na saída de Caíque.

O Vitória então empatou. Dagoberto arrancou e chutou com perigo. Desvio e escanteio. A sequência do lance terminou com Kanu igualando o marcador em cabeçada forte, aos 30’. Os baianos nem tiveram tempo para comemorar e lá estava Copete correndo para o abraço. Escorou bem o cruzamento de Caju.

O lance causou muita reclamação, já que o árbitro dava bronca em Dorival Júnior. Conversava com o treinador, de costas, quando Lucas Lima cobrou uma falta rápida para Caju cruzar para Copete. O juiz deu sequência no lance.

O segundo tempo começou debaixo de forte chuva e com muita vaia para a arbitragem. A primeira chance de gol da etapa veio aos 24’, com Vitor Bueno batendo para fora. A resposta veio de imediato. Diego Renan cruzou, Kieza desviou e o "ator" Vander igualou o marcador aos 25’. Copete, escondido na etapa, resolveu dar o ar da graça. Arrancou pela esquerda e cruzou para Vitor Bueno tocar para trás e Jean Mota anotar o terceiro. (Estadão Conteúdo)

VITÓRIA

Caíque; Diego Renan, Victor Ramos, Kanu e Euller; William Farias (Tiago Real), José Welison e Serginho (Cárdenas); Vander, Dagoberto (Rodrigo Ramallo) e Kieza. Técnico: Vágner Mancini.