Publicado 25 de Julho de 2016 - 5h30

É verdade que os erros de arbitragem atrapalharam, mas a Ponte Preta deixou escapar uma vitória que estava em suas mãos. A Macaca jogou com um a mais por quase 40 minutos, mas cedeu o empate em 2 a 2 para o Internacional, ontem pela manhã, no Moisés Lucarelli, em partida válida pela 16 rodada do Campeonato Brasileiro.

O tropeço impede que a Ponte se aproxime mais do G4. O time chegou aos 24 pontos e volta a campo pelo Brasileirão no próximo domingo, contra o Fluminense, no Rio de Janeiro. Antes, na quarta-feira, a Macaca define uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil diante do Figueirense, em Campinas — o jogo de ida terminou sem gols.

A Ponte Preta foi melhor. Com mais atitude, a Macaca poderia ter aberto o placar aos 15’, mas a arbitragem não marcou pênalti em toque no braço de Anselmo. Então, o Inter, que pouco fazia, marcou o gol em sua primeira finalização, aos 25'. Vitinho fez boa jogada individual e serviu Valdívia, que tocou na saída de João Carlos para marcar 1 a 0.

Mesmo com o gol, a alvinegra seguiu insistindo, até que o árbitro carioca Leonardo Garcia Cavaleiro aprontou de novo, aos 35'. Em chute de Maycon, a bola explodiu no travessão, pingou dentro do gol, mas o juiz não validou o tento. Finalmente, aos 43', a Ponte colocou um pouco de justiça no jogo. Após passe de Rhayner entre os zagueiros, Roger bateu de primeira e deixou tudo igual.

Com 36 segundos do segundo tempo, a Ponte conseguiu a virada. Maycon levantou na área, Geferson vacilou e Wendel apareceu para fazer 2 a 1. Depois, aos 5', mais reclamação quando Rhayner foi calçado e o árbitro fingiu que não viu o pênalti claro.

Apesar das dificuldades, a Ponte tinha vantagem e viu sua vida ficar mais facilitada, aos 12'. Fernando Bob, que já tinha amarelo, deixou o braço em Wendel e foi expulso.

Àquela altura, o confronto já estava controlado pelos donos da casa, uma vez que o Internacional não conseguia esboçar reação. No entanto, mesmo com 11 contra 10, a Macaca diminuiu o ritmo e perdeu agressividade. Só voltou a ameaçar aos 31', em finalização de Roger, que parou em Marcelo Lomba, e aos 33', com Reinaldo batendo de fora da área.

A falta de apetite acabou custando muito caro para os donos da casa. E aos 37', em um lance isolado, numa das poucas vezes em que o Internacional apareceu no campo de ataque, a Macaca bobeou e veio o empate. Vitinho cobrou a falta para a área e o argentino Ariel apareceu na segunda trave, livre, para fazer 2 a 2.

Só aí a Ponte finalmente despertou. Mas ficou tarde demais. Reinaldo, de falta, mandou a bola muito perto do travessão e, no último lance, Marcelo Lomba garantiu o empate com grande defesa em finalização de Roger.

Clube pedirá que Cavaleiro não apite jogos da equipe

A atuação do árbitro carioca Leonardo Garcia Cavaleiro no empate em 2 a 2 com o Internacional gerou revolta na Ponte Preta. Tanto é que a cúpula do clube fez um pronunciamento após a partida reclamando da postura do juiz, que não deu dois pênaltis e um gol a favor da Macaca.

Estiveram na sala de imprensa o diretor de futebol Hélio Kazuo e o gerente de futebol Gustavo Bueno. Eles informaram que a Macaca entrará hoje com uma representação na CBF solicitando que Cavaleiro não apite mais os jogos da equipe.

“Queremos destacar nossa indignação com a arbitragem. Se depender de nós, ele não apita mais jogos da Ponte. Ele influenciou diretamente no resultado”, disse Kazuo. “O que aconteceu foi uma vergonha. Não vamos julgar a idoneidade do profissional, mas ele não pode, na mesma partida, deixar de marcar dois pênaltis claros e um gol legal, em que a bola entrou”, destacou Bueno, que completou. “Não podemos justificar o empate em cima do que aconteceu, mas o sentimento é de indignação”.

O técnico Eduardo Baptista preferiu não comentar muito sobre a arbitragem e destacou a atuação da sua equipe, apesar do resultado considerado ruim dentro de casa. “O time jogou bem, se impôs. Fiquei contente com a produção, a personalidade dos jogadores”.

Já o atacante Roger lamentou o empate. “Tivemos muitas chances, volume de jogo, mas pecamos. A bola parada é cruel e mais uma vez deixamos a desejar”, opinou o camisa 9 da Macaca. (CR/AAN)

PONTE PRETA

João Carlos; Nino Paraíba, Fábio Ferreira, Douglas Grolli e Reinaldo; João Vítor, Wendel (Matheus Jesus – 18'/2º) e Maycon (Wellington Paulista – 42'/2º); Rhayner (L. Cereja – 39'/2º), Roger e Clayson. Técnico: Eduardo Baptista.