Publicado 19 de Julho de 2016 - 5h30

Uma investigação independente liderada pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) revelou que o governo russo de Vladimir Putin fraudou os testes de laboratório antes e durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi para beneficiar seus atletas. A revelação está sendo seguida por um apelo de dez países para que o Comitê Olímpico Internacional agora exclua a Rússia dos Jogos do Rio em todas as modalidades, e não apenas no atletismo.

Mergulhado em sua pior crise de doping, o esporte russo já foi alvo de um abalo ao ter o seu atletismo impedido de competir na Olimpíada — apenas aqueles que conseguirem provar que passaram em controles de doping fora de país é que poderão competir.

Mas, agora, o informe produzido pelo advogado canadense, Richard McLaren, a pedido da Wada, revela que a operação de doping foi conduzida pelo próprio governo. A investigação foi feita depois que o ex-diretor do laboratório russo, Grigory Rodchenkov, revelou ao New York Times que, durante os Jogos de Sochi, recebeu ordens para trocar as amostras de sangue e urina de dezenas de atletas. Pelo menos 15 deles ganharam medalhas.

Segundo Rodchenkov, isso ocorreu "em cooperação com o Ministério dos Esportes" e que a mesma prática foi realizada antes de Londres, em 2012, e do Mundial de Atletismo de Moscou, em 2013. Em 2015, a troca de amostras também ocorreu no Mundial de Esportes Aquáticos, em Kazan. McLaren, em seu informe, confirmou as suspeitas. (Estadão Conteúdo)