Publicado 10 de Julho de 2016 - 5h30

Maior campeão da história do Grand Prix, o Brasil está a uma vitória de conquistar o seu 11 título. Ontem, em Bangcoc, na Tailândia, a seleção brasileira feminina de vôlei não tomou conhecimento da Holanda, venceu por 3 sets a 0 (25/18, 25/16 e 25/23) e avançou à decisão. O adversário será os Estados Unidos, que bateram a Rússia também por 3 a 0 — 25/20, 25/23 e 25/14.

Após três jogos na fase final, a seleção brasileira ainda não perdeu sets. A China, outra potência da modalidade, jogou a competição em Bangcoc com um time reserva, já pensando na Olimpíada, e vai brigar só pelo quinto lugar.

A final, às 8h de hoje, vai mais uma vez colocar à prova a rivalidade entre Brasil e Estados Unidos. Desde 2008, só estas duas equipes vencem o Grand Prix. O Brasil levou o título em 2008, 2009, 2013 e 2014, enquanto que as norte-americanas foram campeãs em 2011, 2012 e 2015.

Brasil x Estados Unidos ainda foi a final olímpica tanto de 2008 quanto de 2012 (vencidas pelo Brasil) e a semi do Mundial de 2014, competição que as norte-americanas venceram. As equipes ainda jogaram a final do Pan de Toronto (Canadá) no ano passado, com o time reserva norte-americano levando a melhor sobre uma equipe mista brasileira.

Está é a quarta final "seguida" da seleção brasileira no Grand Prix. A competição costuma ser decidida em um hexagonal, mas já teve formato de final em jogo único em outras oportunidades. As últimas ocasiões foram em 2011 (Brasil perdeu dos Estados Unidos), 2006 (ganhou da Rússia) e 2004 (ganhou da Itália).

Considerando que fará a decisão hoje, o Brasil já sabe que vai subir ao pódio pelo nono ano seguido. Foram sete vezes consecutivas com ouro ou prata, sequência encerrada com o bronze do ano passado. De 2004 para cá, a equipe só não ganhou medalha em 2007, quando ficou em quinto.

Ontem, o duelo contra a Holanda era uma previa do que pode acontecer nas quartas de final da Olimpíada. Mas as holandesas, que tinham eliminado a China na etapa anterior, nem deram para o gasto. Com força máxima, o Brasil foi melhor em pontos de ataques (40 a 39), bloqueio (11 a quatro) e saques (quatro a zero). Individualmente, a melhor brasileira no jogo foi Natália, com 13 pontos, sendo quatro de bloqueio. Mesmo sem ser das mais altas, a ponteira foi a maior bloqueadora da partida. Fabiana e Fê Garay fizeram 11 cada, enquanto que Sheilla anotou 10. (Estadão Conteúdo)